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SAÚDE /

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012, 05h:00

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Tempo seco e queimadas eleva número de doenças respiratórias

Queimadas resultam na emissão de CO2, que é bastante prejudicial à saúde, e provoca a queda da umidade relativa do ar


Redação: Jaqueline Hatamoto
População procura atendimentos nos PSF’S
Oitenta e cinco doenças respiratórias atingem a população no período das queimadas em Mato Grosso e oneram os cofres públicos diante da demanda de atendimento médico. Em 2011, 22.097 pacientes ficaram internados somente na rede pública de saúde e custaram mais de R$ 17 milhões ao Poder Público. O aumento de 76% de focos de calor em Mato Grosso entre janeiro e agosto reflete diretamente na qualidade de vida da população e pode elevar o número de pessoas afetadas com problemas, como asma, bronquite, pneumonia, entre outros.
Crianças de 0 a 4 anos e idosos de 60 a mais de 80 anos são os mais atingidos. Técnico do programa Vigiar da Secretaria de Estado de Saúde, Vagner Peres explica que levantamentos realizados desde 2007 mostram que a quantidade de pacientes com problemas respiratórios é diretamente proporcional ao número de queimadas no Estado. “Os dados são referentes somente às internações na rede pública. Não inclui registros da rede privada, nem atendimento médico básico, visita a postos de saúde para aerosol, entre outras situações bastante comuns nesta época do ano”.
Conforme Vagner, os relatórios elaborados desde 2007 descrevem a trajetória do fogo e a relação com a saúde da população. Naquele ano, o Estado teve um pico de queimadas e problemas respiratórios. Nos 2 anos seguintes, houve queda e nova elevação em 2010, quando 26.616 pessoas foram internadas e mais de R$ 21,5 milhões destinados a tratamentos.
A quantidade de queimada é reflexo do material orgânico acumulado no solo. “Não há como prever o que ocorrerá em 2012, se haverá aumento ou queda de registros de internações. Pela sequência, este ano deveria haver uma diminuição no número de queimadas, mas estamos presenciando um crescimento significativo. O que temos de concreto é a relação entre queimadas e problemas de saúde”. A queima de floresta resulta na emissão de CO2, que é bastante prejudicial à saúde, e provoca a queda da umidade relativa do ar. Na cidade, os incêndios são ainda mais graves e são responsáveis por lançar na atmosfera mais de 120 gases tóxicos, agravando os problemas de saúde.

Atendimentos de casos em Primavera mais que dobrou

A qualidade do ar nos municípios é monitorada pelo programa Vigiar, que emite boletins informativos com recomendações à gestão pública. No interior de Mato Grosso, segundo o técnico, as queimadas iniciaram há alguns dias e devem intensificar.
E assim como em outros municípios de Mato Grosso a população de Primavera do Leste sofre em relação a qualidade do ar de acordo com a vigilância epidemiológica da cidade o número de pessoas que procuram atendimentos nas unidades de saúde mais que dobrou, pessoas procuram os PSF’S espalhados pela cidade para atendimento médico queixando-se de dificuldade para respirar e ardência nos olhos. Isso de acordo com a vigilância epidemiológica está diretamente ligado ao período de queimadas, ao tempo que anda seco e a umidade relativa do ar abaixo do recomendado pela saúde  os índices não passam do 30%. Segundo a escala da Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é de até 60%. Umidade entre 60% e 30% é considerada aceitável. Abaixo de 30% e acima de 20% já representa “estado de atenção”. Com a umidade abaixo de 20%, há o “estado de alerta”. Quando o nível de umidade relativa do ar fica abaixo de 12%, há o “estado de emergência”.

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