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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019, 07h:00

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Projeto visa transformar índios em produtores é apresentado a Bolsonaro

Presidente e Funai deram apoio para o desenvolvimento da iniciativa


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Jaqueline Hatamoto

Um projeto idealizado pelo Sindicato Rural de Primavera do Leste é visto como a salvação para índios Xavantes e também para os problemas registrados na BR 070, na região onde se encontram as aldeias. Batizado de “Independência Indígena”, o projeto tem como foco principal possibilitar de fato que os povos indígenas, não só da região, mas de todo o país, saiam da linha da miséria e comecem a fazer parte da grande cadeia produtiva do agronegócio.

O projeto que teve início no ano de 2004, através de uma iniciativa da Associação dos Produtores da Grande Primavera – ASPRIM, coordenado na época pelos produtores rurais Sérgio Machnic e Célio Vilan, e retomado em 2018, pelo Sindicato Rural de Primavera do Leste com apoio do deputado federal Nelson Barbudo (PSL), Senar e Asprim, foi apresentado recentemente para a ministra da Agricultura e deputados federais. “‘Independência Indígena’ nasceu em Primavera do Leste, e aos poucos estamos conseguindo apoio em nível nacional para projetar a iniciativa para todo pais”, disse o presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, José Nardes, que acredita que esse é o primeiro passo para a independência produtiva indígena.

De acordo com o coordenador de Assuntos indígenas da Grande Sangradouro, Aguinaldo Santos, a reserva Sangradouro tem 130 mil hectares, porém, os índios que vivem nas 57 aldeias estão passando fome, por falta de alternativas para produção. Por isso, alguns Xavantes, principalmente os mais jovens, já deram início a cursos profissionalizantes, voltado à área agrícola. “A partir da Farm Show, os cursos começaram, através de uma parceria entre o Senar e o Sindicato Rural. Hoje estamos com aproximadamente 60 indígenas formados entre operador de máquinas, pulverizador, entre outros cursos. Há quem já esteja trabalhando na área para adquirir conhecimento e poder aplicar depois na aldeia. Eles estão preparados”, frisou Aguinaldo.

O projeto já foi apresentado no final de novembro ao presidente Jair Bolsonaro e à Funai e recebeu apoio para ser desenvolvido nacionalmente.

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