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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020, 17h:19

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Prefeitura aguarda liberação do governo para iniciar manutenção da MT 130

Motoristas reclamam de buracos e irregularidades na pista


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Jaqueline Hatamoto

 

Quem precisa utilizar a MT 130, trecho que corta a cidade de Primavera do Leste em direção a Paranatinga, além do tráfego intenso de caminhões nesta época do ano, precisa desviar de muitos buracos e irregularidades na pista. De acordo com levantamento feito pela empresa que faz o estudo de mobilidade, aproximadamente sete mil veículos transitam pelo trecho diariamente.

O principal trecho que apresenta irregularidades é sob o viaduto, onde o número elevado de buracos e irregularidades levam motoristas a utilizar a via contrária, aumentando assim o risco de acidentes.

“Está cada dia pior, próximo ao viaduto já vi caminhão tirando do buraco e quase acertando um motoqueiro que estava na via contrária. Já vi gente furar o pneu a noite, por não ver o buraco”, disse um comerciante da região que pediu para não ser identificado, que deu a declaração após ver a reportagem realizando imagens do local.

Entramos em contato com a Secretaria de Infraestrutura estadual para saber se há previsão para que o trecho passe por manutenção, porém, não fomos respondidos.

Diante da falta de resposta por parte do Estado, buscamos informações junto ao poder público municipal, que ressaltou em nota encaminhada via Assessoria de Imprensa que, apesar da manutenção do trecho ser de responsabilidade do estado, a prefeitura aguarda uma autorização para fazer a manutenção do trecho citado.

Ainda conforme a Assessoria, a operação tapa buracos será feita por meio de convênio e deve ser realizado do trevo da BR-070 ao trevo da Ricardo Daltrozo e mais duas estradas estaduais, a 486 e a 448, assim como foi feito no início do ano anterior.

RODOVIA SERÁ PEDAGIADA

O  Governo de Mato Grosso anunciou EM 2019, o interesse de implantação de pedágio na MT-130, sentido Paranatinga, através de concessão. O estudo realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) prevê duas praças nos 140,6 km de extensão da via. Audiências públicas foram realizadas em Primavera do Leste e Paranatinga, no intuito de ouvir a opinião da população, sendo que, a maior parte se manifestou contrária à privatização.

Conforme o estudo encomendado pelo governo o valor base da tarifa será de R$ 8,08 por eixo em cada uma das praças. Mas os produtores acreditam que, com a atualização monetária, o custo chegue próximo a R$ 10 por eixo/praça.

Os produtores rurais da região se manifestaram contrário a implantação do pedágio, segundo eles, a medida inviabilizaria o escoamento da produção. Em ofício encaminhado ao governador Mauro Mendes, a Aprosoja-MT deixou clara a insatisfação dos agricultores. De acordo com o documento, os produtores consideram ser necessária uma “análise técnica mais detida” para sustentar a concessão e que os estudos de viabilidade técnica apresentados nas duas audiências públicas que discutiram o assunto “contêm indicadores demasiadamente elevados para trechos, que por exemplo, necessitam apenas de restauração, e já possibilitam a cobrança de pedágio.

Apesar da reclamação, de acordo com a Sinfra, os trâmites para concessão continuam em curso e o edital deve ser lançado ainda este ano.

 

O QUE ESTÁ PREVISTO NA CONCESSÃO?

 

O processo de concessão prevê que a empresa ganhadora da licitação atue no primeiro ano promovendo o processo de manutenção, passando a cobrar o pedágio partir do segundo ano. O prazo máximo é de 12 meses para a rodovia seja entregue em perfeitas condições, sinalizada e sem buracos.

A projeção é que a concessionária que assumir faça investimentos superiores a R$ 100 milhões em ampliações e melhorias da via num prazo de 30 anos.

As primeiras intervenções na rodovia por parte do concessionário começam logo após a assinatura do contrato e visam corrigir problemas emergenciais. Estão inclusos nesse pacote de trabalhos iniciais a recuperação preliminar da pista e acostamento; tratamento do canteiro central; restauração preliminar de artes especiais; construção ou reparos em edificações e instalações operacionais; complementação de dispositivo de proteção e segurança; recuperação de sinalização vertical e revitalização da horizontal; recuperação de passivos ambientais; limpeza e recuperação do sistema de drenagem; bem como a recuperação dos sistemas elétricos e iluminação.

 

 

 

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