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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020, 07h:00

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Moradores em situação de rua: Um problema antigo de Primavera do Leste

Centro de Referência em Assistência Social realizou 3.284 atendimentos em 2019


Imagem de Capa
Jaqueline Hatamoto

Apesar de várias ações promovidas pelo poder público em conjunto com as forças policiais, Defensoria Pública e Poder Judiciário, o número elevado de moradores em situação de rua continua preocupando os moradores de Primavera do Leste. Com o isolamento da praça central, eles se espalharam por outros pontos da cidade, como a praça onde fica localizado a Casa do Artesão, Rua do Comércio e até a frente de uma igreja acabou virando abrigo.

Em uma imagem enviada à equipe de reportagem, é possível ver um morador em situação de rua dormindo em frente a uma igreja, o que chama a atenção é que esse morador colocou uma cama no local. Segundo a Assessoria de Imprensa da prefeitura, depois de tomar conhecimento do fato, uma equipe do Centro de Referência em Assistência Social, esteve no local, e levou o homem para o albergue, porém, este já é conhecido da equipe e sempre que tem oportunidade volta para as ruas.

Segundo levantamento feito pelo poder público a pedido do O Diário, em 2019 o Centro de Referência em Assistência Social realizou 3.284 atendimentos, destes 524 referem-se a encaminhamento para o albergue e 560 passagens emitidas. Ou seja, a maioria dos atendimentos realizados referem-se a moradores em situação de rua.

Em julho do ano passado, a Prefeitura, através de uma ação integrada que envolvendo além do poder público, o poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícia Militar e Civil, deu início a uma campanha que tem como objetivo conscientizar a população de uma forma geral a não dar esmola e promover a cidadania. Desde então diversas ações são realizadas na cidade, entre elas abordagem por parte da Polícia Militar, que tem como objetivo realizar checagem para saber se entre as pessoas que se encontram nas ruas não há nenhum foragido da justiça.

De acordo com o levantamento feito pela Assistência Social, a  grande maioria desses moradores são de pessoas que possuem parentes na cidade e optaram por estar nas ruas. “Os que mais nos dão trabalho são os que tem parentes na cidade, porém, a família já perdeu o vínculo, mas que ainda moram no município e o não aceitam. Então eles permanecem na rua por que é cômodo”, explicou a secretária de Assistência Social Márcia Rotilli, quando o assunto foi abordado no lançamento da campanha.

Na época a secretária destacou que as abordagens aos moradores em situação de rua são feitas diariamente. Neste quesito, a promoção social realiza ainda o contato com familiares para que haja uma acolhida deste morador. “Nós cuidamos para que ele volte de fato para família, que não seja apenas uma transferência de problema daqui para outro município”.  Em relação aos que optam por ficar na cidade, é oferecido a eles a oportunidade ir para o albergue municipal, onde também recebem todo o apoio necessário para reinserção social. “Nós estamos prontos para fazer essa acolhida e promover a ressocialização destas pessoas, dentro do que ela necessita. Acima de tudo saía da rua e comece uma nova vida”, destacou Márcia Rotilli.

A orientação repassada pelo poder público é que o cidadão não dê esmolas.

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