PRÁTICA PROIBIDA /

Segunda-feira, 15 de Julho de 2019, 08h:13

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Corpo de Bombeiros e prefeitura agem em conjunto no combate às queimadas

Prefeitura de Primavera do Leste, através da Secretaria de Meio Ambiente, lançou uma campanha que tem como foco prevenir as queimadas de uma forma geral


Imagem de Capa
Pérsio Souza

Em uma região que é considerada polo do agronegócio, é de suma importância debater assuntos voltados ao meio ambiente, entre eles estão as queimadas. O período proibitivo se inicia nesta segunda-feira (15) e se encerra no dia 15 de setembro. Em audiência pública promovida pelo Corpo de Bombeiros com o tema “Prevenção e Queimadas”, foi destacado a necessidade de conscientização da população e os riscos eminentes que esta prática pode trazer para a saúde dos moradores e à fauna e flora. O evento foi realizado na última sexta-feira (12), na Câmara Municipal.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que de 1º de janeiro a 12 de julho deste ano, foram registrados 66 focos no calor em Primavera do Leste. O monitoramento de incêndios florestais é realizado através de imagens de satélites que conseguem identificar frentes de fogo acima de 30 metros, no entanto, não possuem precisão exata da proporção.

As frentes de calor nem sempre são incêndios, porém, na maioria das vezes as queimas são confirmadas. Segundo o Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste, em julho deste ano as queimadas tiveram aumento em 50% se comparado ao mesmo periodo do ano passado, somente na área urbana. Em todo o ano de 2018 foram registradas 350 ocorrências.

A Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe das sanções penais em atividades lesivas ao meio ambiente, prevê pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa para quem promove queimadas na área urbana. O comandante da 6ª Companhia do Corpo de Bombeiros Allan Victor de Farias, salienta que este tipo de prática, que são proibidas em qualquer época do ano, ainda é recorrente em Primavera do Leste.

Em caso de flagrante, os militares possuem autonomia para prender o suspeito, porém, na maioria das vezes não há ninguém no local, então é lavrada a ocorrência e posteriormente encaminhada à Secretaria de Meio Ambiente que pode fazer a autuação.

Farias destaca que devido ao fato das chuvas terem sessado em abril, o clima está mais seco e propício para queimadas. “Problemas respiratórios e gastos com a saúde pública terão aumento, pois a população ainda tem a cultura de promover queimadas”, afirma.

Além da 6ª Cia do Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste, estiveram presentes a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), poderes Legislativo e Executivo, Polícia Militar, representantes da Prefeitura de Paranatinga e a população. 

PREFEITURA LANÇA CAMPANHA

A Prefeitura de Primavera do Leste, através da Secretaria de Meio Ambiente, lançou uma campanha que tem como foco prevenir as queimadas de uma forma geral, seja ela urbana ou rural.

O prefeito Leonardo Bortolin esclarece que são quase 700 mil hectares de área plantada em toda a região e que esta ação, em parceria com o Corpo de Bombeiros, é com o objetivo de promover a segurança da população, diminuir consideravelmente danos à saúde e também ao meio ambiente. “Os prejuízos não são apenas financeiros, pois por conta de uma atitude irregular todos podem ser prejudicados”, diz.

Em ação conjunta, as secretarias de Meio Ambiente, Saúde e Educação irão levar também às escolas a conscientização sobre as queimadas.

Na ocasião, Bortolin destacou a importância do Corpo de Bombeiros e afirmou que “são verdadeiros guerreiros e em nome do município, agradeço o trabalho realizado por estes heróis”, diz.

Para ampliar a rede de contato, em caso de queimadas irregulares, a Prefeitura disponibiliza números para denúncia, sendo: (66) 3498 -99 85 ou 9-9998 6771. Esses telefones funcionam em horário comercial, das 07h às 17h. 

SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DE PARANATINGA BUSCA INFORMAÇÕES EM AUDIÊNCIA

Representando o prefeito de Paranatinga, Josimar Marques Barbosa, o Marquinhos do Dedé, a secretária de Meio Ambiente Camila Cervante acompanhou a audiência pública com o intuito de buscar conhecimentos e levar ao município. Em 2017, Paranatinga  ocupou a segunda posição do ranking do INPE no índice de queimadas.

Em setembro do ano passado, o INPE havia registrado 2.062 focos de calor em Paranatinga. Já neste ano, de janeiro a julho, foram contabilizados 2.581 casos.

Devido ao fato de Paranatinga não ter uma sede do Corpo de Bombeiros, a secretária de Meio de Ambiente explica que é o município quem realiza o trabalho de sessar as queimadas. “Nossas ocorrências são bem dividas, há grandes proporções tanto na área rural quanto na urbana”, expõe a secretária.

Como os índices de queimadas são altos no município, a intenção da gestão é levar uma audiência pública com o Corpo de Bombeiros para Paranatinga. “Através das mídias fazemos a conscientização à população, porém, quando há pessoas técnicas que falam sobre o assunto existe uma atenção e maior”, explica Camila.

Ela salienta que neste primeiro momento, a Prefeitura de Paranatinga trabalha com a conscientização dos moradores, mas que tem a Polícia Militar como parceira que sempre está atenta aos crimes praticados contra o meio ambiente.

CORPO DE BOMBEIROS DÁ DICAS DE PREVENÇÃO EM LAVOURAS

Apesar do Corpo de Bombeiros estar de prontidão para atender chamados de incêndios seja na zona urbana ou na rural, Primavera do Leste é cercada de lavouras e devido a isto, é recomendado que as fazendas tenham caminhão-pipa em pronto emprego; não fazer plantações contínuas e deixar espaços de uma área para outra para não haver riscos de alastrar as chamas e ter a possibilidade de fazer o combate.

Em agosto de 2018, aproximadamente 15 hectares de uma lavoura de milho e de vegetação pegaram fogo no início em uma fazenda, às margens da BR-070, sentido Cuiabá. O Corpo de Bombeiros acredita que o incêndio se iniciou devido a uma faísca que saiu de uma máquina, que fazia a colheita dos grãos no momento da ocorrência. Além disto, o proprietário do local não possuía nenhum caminhão-pipa próximo, como medida de segurança

Além de não ter nenhum caminhão-pipa como medida de segurança no momento em que fazia a colheita da lavoura, o horário em que o processo estava sendo realizado na fazenda, é mais quente e seco, o que pode ter influenciado ainda mais o fogo se alastrar.

A equipe do Corpo de Bombeiros alerta para que as colheitas sejam realizadas em horários mais frescos, para que evite prejuízos à lavoura.

Entidades também estão engajadas no combate às queimadas, como é o caso da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) que disponibiliza o Guia do Produtor Rural de Orientação e Combate a Incêndio, que apresenta capítulos que instruem o pecuarista a como prevenir e proteger a propriedade rural, como agir em caso de incêndios acidentais, queima controlada, legislação e informa ainda uma série de telefones úteis.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) também realiza ampla divulgação de conscientização.

 

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