VIOLÊNCIA /

Quinta-feira, 03 de Outubro de 2019, 10h:56

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Aumenta o número de mulheres assassinadas em Mato Grosso

Em Primavera do Leste, neste ano, foram quatro mulheres mortas


Imagem de Capa
Jaqueline Hatamoto

 

O número de mulheres assassinadas no estado de Mato Grosso apresentou um aumento em relação ao mesmo período de 2019. Nos primeiros oito meses, 59 vítimas foram mortas. Foram seis a mais que o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Primavera do Leste também apresentou aumento no número de casos, sendo quatro neste ano. Todos os suspeitos foram presos pela polícia. Em 2018 nenhuma mulher foi assassinada na cidade.

Nos casos registrados em Primavera, pelo menos três tiveram motivação passional, assim como a maioria dos crimes cometidos em todo estado. Segundo dados da Sesp, das mortes envolvendo mulheres 37% ocorreram por motivação passional, 27% ainda estão sendo apuradas, 15% por envolvimento com drogas, 10% por rixa, 4% dos casos ocorreram por vingança, 3% por ambição, 2% por álcool e 2% por pedofilia.

Já em relação ao meio empregado, em 34% dos casos foi utilizada arma de fogo, em 31% arma cortante ou perfurante, em 17% foram empregados outros meios, 8% dos autores utilizaram força muscular e 8% arma contundente e 2% veneno.

Os dados ainda apontam que quinta-feira foi o dia da semana com maior número de registros até agora. Doze mulheres foram mortas.

Em seguida, está sexta-feira, com 11 mortes; sábado com 9; quarta-feira com 8; domingo e segunda-feira tiveram 7 casos, cada; e na terça-feira, foram 5.

O local do fato chama a atenção nos casos de mortes que envolvem mulheres.

Do total de vítimas, 36 foram assassinadas em residência particular, 12 em via pública, seis em outros lugares, quatro em propriedades agrícolas e um em hotel.

Um dos casos que mais chamou atenção em Primavera do Leste, foi a morte de Thais Mara dos Santos Gomes, de 23 anos, em julho.

Os suspeitos do crime são a sogra, sogro e marido da vítima. Todos estão presos. O corpo de Thais foi encontrado dentro da casa que ela morava no Castelândia, ao lado da filha recém-nascida.

As outras vítimas são: Grasiele Lopes, de 22 anos, foi esfaqueada e morta pelo companheiro, três meses após o casamento.

Rosangela Alves de Souza, 39 anos, degolada pelo marido na frente de uma criança de oito anos.

Magna Alves, 31 anos, morreu após o namorado atirar e atropelar a vítima.

 

PRIMAVERA TEM ESPAÇO PRÓPRIO PARA ATENDER VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

76 mulheres receberam ajuda neste ano do Conselho Municipal da Mulher – CMDM de Primavera do Leste, o número pode crescer ainda mais, tendo em vista que foi inaugurado na segunda-feira (30), um local onde o órgão irá realizar o atendimento destas vítimas. Antes as mulheres eram atendidas na delegacia.

Com um espaço físico próprio para atendimento, a presidente do CMDM, Eusenir Novaes, acredita que o número de atendimento deve crescer ainda mais. “Com um espaço próprio, elas se sentem mais seguras e confiantes a terem mais ânimo para dialogar, pedir informações e até mesmo denunciar”, frisou.

Eusenir ressalta ainda que desde a criação da Lei Maria da Penha, as mulheres têm se sentido mais seguras em denunciar os agressores, e que isso reflete no aumento de ocorrências desta natureza. “Hoje as mulheres não querem mais apanhar e ficarem caladas como era antigamente. Hoje tem uma lei que protege, mesmo sendo uma lei que precisa de ajuste, mas com certeza as mulheres se sentem amparadas em denunciar e por isso vemos um aumento constante. A violência contra mulher sempre existiu, o que vemos é que as vítimas ganharam voz”, explicou.

A presidente do conselho acredita também que o aumento nos casos registrados tem ligação com a falta de políticas públicas e falta de empatia. “Eu vejo que falta empatia, a sociedade como si não se preocupa com uma vítima de violência doméstica, pois se todos se preocupassem em ajudar e ser mais humano um com o outro teria menos casos. Precisamos de mais olhares diferentes, de políticas voltadas em proteger as vítimas. Primavera hoje se destaca por ter uma sala e um atendimento diferenciado”, ressaltou.

O conselho não atua apenas em denúncias, mas também presta orientação às mulheres e também homens. “Às vezes a mulher não quer denunciar, então ela pode nos procurar, que estamos aqui para orientá-la também”, destacou Eusenir, que fez questão de lembrar que a violência contra a mulher não é apenas física, mas também moral, sexual, patrimonial e psicológica.

O Conselho da Mulher é uma parceria entre Judiciário, Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, Prefeitura e Câmara Municipal.

O prédio recém-inaugurado fica ao lado do monumento de São Cristóvão, às margens da BR 070. O horário de atendimento é das 08h às 12h e das 13h30 às 17h, lembrando que o celular 99632 5380 funciona 24 horas para denúncias ou orientações.

 

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