CONSCIENTIZAÇÃO /

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019, 07h:00

A | A | A

Afinal, por que as pessoas insistem em descartar lixo em locais proibidos?

Em entrevista, analista comportamental falou sobre o assunto


Imagem de Capa
Assessoria de Imprensa

Por dia, a Secretaria de Infraestrutura municipal retira das ruas de Primavera do Leste 500 toneladas de lixo descartados de forma irregular. São sofás, vasos sanitários, colchão velho, resto de materiais para construção, poda de árvores, entre outros. A quantidade de lixo fica ainda maior se levar em consideração a coleta de lixo doméstico que somam 60 toneladas dia.

Já mostramos em reportagens que de um único ponto da cidade, onde apesar da proibição as pessoas insistem em jogar o lixo, o setor responsável já retirou 12 toneladas de lixo. Um outro ponto que é alvo do descarte irregular é a área localizada aos fundos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde constantemente os servidores da Secretaria de Infraestrutura precisam limpar o local.

O descarte irregular de lixo traz diversos riscos para a população, entre eles está a Dengue, já que de acordo com um levantamento feito pela Vigilância Ambiental, 63% dos focos do mosquito estão alojados em lixo doméstico, ou seja, em material que pode armazenar água e que não tiveram a destinação correta.

Para tentar entender o que leva as pessoas a depositarem lixo em lugares proibidos, mesmo sabendo que a prática é errada, nossa equipe de reportagem conversou com a analista comportamental Luciene Afonso. Segundo a especialista, a ação destas pessoas pode ser considerada uma falha comportamental e ela avalia que o fato pode estar ligado à falta de consideração com as demais pessoas. “Falta de empatia pela causa, elas com certeza não se sentem parte daquilo, ou envolvida naquele processo e não percebem que a colaboração delas é importante. Muitas não veem problema nisso e considera normal, pois tem alguém para limpar. Essa pessoa não se sente parte do processo. Não vê que precisa ajudar, colaborar e fazer a própria parte”, explicou.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Henrique Amaral, em breve essas pessoas, se identificadas, poderão ser multadas. O valor da multa ultrapassa  mil reais. “Ao fim do período de campanha, àqueles que continuarem a realizar a prática ilegal de descarte, o Poder Executivo passará a tomar medidas mais severas e multará o cidadão em 300 UPFs, ou seja, R$ 1.113. Não é somente a gestão que tem que se preocupar com a limpeza do município, essa preocupação tem que ser da população também”, ressalta o secretário.

 

DENGUE JÁ MATOU 3 PESSOAS EM MT NESTE ANO E LEVANTAMENTO APONTA AUMENTO DE MAIS DE 60% DOS CASOS

Os casos de dengue aumentaram aproximadamente 63,7% em Mato Grosso, entre 1º de janeiro e 26 de outubro deste ano. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram notificados 14.393 mil casos de dengue.

No mesmo período em 2018, foram registrados 8.792 mil casos da doença. O estado registrou três mortes em decorrência da dengue, sendo uma delas registradas em Primavera do Leste. Quatro mortes estão sob investigação neste ano.

Segundo Alessandra Moraes, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Mato Grosso, os números aumentaram devido à falta de mais ações de combate a endemias por parte da população.

Para ela, todos devem se dedicar ainda mais para o combate às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. A coordenadora disse que o foco do governo do estado até o momento foi a capacitação dos profissionais da saúde e o controle e observação dos casos da doença.

Alessandra contou que o governo federal lançou no mês de outubro uma campanha para conscientizar a população. A ação consiste que diariamente cada morador separe um tempo de 10 minutos para fiscalizar as próprias casas.

Com isso, as ações paralelas com as visitas regulares dos agentes de endemias e o trabalho dos outros profissionais de zoonoses, o combate ao mosquito transmissor deve ser ainda mais eficiente.

Ainda conforme os dados, os casos notificados de chikungunya tiveram uma queda de 13.987 mil em 2018 para 783 neste ano, redução de 1.686% aproximadamente.

Já o zika vírus caiu de 1.045 mil casos no ano passado para 319 neste ano, reduzindo aproximadamente 227%, segundo a SES.

No entanto, essas doenças também causadas pelo Aedes Aegypti, como a chikungunya e zika vírus, não tiveram casos de morte registrados pelo estado neste ano.

A Secretaria Estadual de Saúde orienta que no período de chuvas a atenção deve ser redobrada, principalmente nos quintais com os reservatórios de água, como os de água dos animais, caixas d’águas e vasos de plantas. Entretanto, também não menos importante os outros objetos que possam servir para armazenar água, como pneus, garrafas, latas, tampinhas, entre outros.

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

MAIS Primavera Do Leste

Estado inicia matrículas de alunos

Período é até 6 de março através do www.seduc.mt.gov.br

CNJ premia empresa de Primavera do Leste por boas práticas na infância

Projeto Humanização e manejo da dor na aplicação de vacinas será aplicado a nível nacional

MAIS LIDAS NO CLIQUE F5

MAIS LIDAS MATO GROSSO


Abaixo reportagens especiais e exclusivas para os assinantes do Jornal O Diário

VANTAGEM

Conheça as vantagens oferecidas no CLUBE DO ASSINANTE DO O DIÁRIO

descontos em medicamentos, mensalidade de academias, compra de óculos, corrida de moto táxi, compra de gás de cozinha e até mesmo na conta do barzinho do final de semana. Esses são alguns dos benefícios oferecidos.

Nome ou atividade:

Bairro ou logradouro:

Produto:

Buscar em:

Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
Você é a favor ou contra a privatização da MT 130 sentido Paranatinga?
A favor
Contra
Tanto faz