EDITORIAL /

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012, 05h:00

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Triste mania de Brasileiro

criando assim um novo tipo de brasileiro apelidado brilhantemente por bertolt brecht de “analfabeto político”


Redação: Jaqueline Hatamoto
Toda vez que se aproximam as grandes festas populares como o carnaval por exemplo, os veículos sempre mostram a correria dos brasileiros atrás dos últimos detalhes que faltam para fantasia, e os jornalistas sempre citam a mania tipicamente brasileira de deixar tudo para última hora. Seja o presente do filho, a matrícula no curso de inglês, ou até mesmo a declaração do imposto de renda. E neste último caso a mania também é publicada, até por que os sites congestionam e o resultado? Gente reclamando e se lamentando para todo lado. Ai nesta hora vem o arrependimento  por que não fiz isso antes? Existe um ditado popular que diz o seguinte: “Quem corre no começo, anda no final!”, é o contrário do que a maioria dos brasileiros está acostumado a praticar, mas não podemos negar que é uma boa dica.  Mas o hábito pode ser usado contra você.  
Nunca vi ninguém contando vantagem após deixar algo para última hora, vi foi sim muita gente reclamando e se lamentando. E esse hábito tem um nome nada bonito procrastinação. O “palavrão” designa a ofensa que a pessoa faz a si mesma, mesmo sabendo que isso só a deixará mais vulnerável, sujeita a cometer mais erros, angustiada e exaurida. O impulso da procrastinação leva você a fazer qualquer coisa, mesmo sem graça, em vez daquilo que é mesmo necessário. Ou você nunca se pegou deletando o lixo do e-mail na hora em que deveria estar enviando um relatório?                                                     Em levantamento inédito, 33% dos profissionais brasileiros afirmaram gastar duas horas da jornada sem fazer nada de efetivo e 52% admitiram deixar atividades necessárias para a última hora. E sabe o que a maioria das pessoas declarou? Que gosta de trabalhar sob pressão. E talvez por conta dessa mania que a maioria se orgulha tanto, ficamos tão para trás da fila do desenvolvimento, estamos evoluindo estamos, mais ainda falta um bom caminho, temos ainda muitas pessoas na linha da miséria, o número de analfabetos ao invés de diminuir cresce. Estamos a cada dia mais fabricando analfabetos funcionais, por que criamos o hábito  em nossos filhos de decorar a tabuada de em véspera de prova, assim ele cresce  viciado em provas feitas com memória, onde para garantir a boa nota é melhor estudar na véspera ou seja, decora a tabuada mas depois que usa na prova esquece. E sabe onde isso vai refletir? No futuro do Brasil, criando assim um novo tipo de brasileiro apelidado brilhantemente por Bertolt Brecht de analfabeto político, que descreve em poucas palavras esse tipo de gente da seguinte maneira. “O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”. Pensando bem acho bom começarmos a colocarmos em prática uma frase que usamos muito; “Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”. E complemento, se não fizermos hoje o amanhã poderá ser bem pior do que hoje se é que isso ainda é possível.

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