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Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 11h:26

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Precisamos de mudanças sociais

Se o sistema não for modificado, só vão restar as reclamações e a falta de estrutura, na segurança, na educação, na saúde...


Vilmar Kaizer

Muitas vezes quando o cidadão começa a analisar a situação do meio no qual vive, depara-se com situações inusitadas, como por exemplo no setor da Segurança Pública como um todo.

É muito comum ver nas reportagens de todo o mundo, do país, da cidade, um acontecimento relacionado a roubos, furtos, homicídios ou tentativas, acidentes, entre outros acontecimentos ruins.

Chega-se mesmo a comentar que “os jornais só trazem coisas ruins, tragédias...”. O fato é que muitos não querem simplesmente se envolver na situação, até que algo aconteça com ele.

E envolver-se não significa apenas colaborar “não” fazendo algo errado ou denunciando algum crime que está acontecendo. Isso são obrigações natas de qualquer bom cidadão.

A questão vai mais longe e chega à esfera da cobrança para que os investimentos sejam maiores, não apenas na Segurança, mas este é tema que estamos relacionando.

E este investimento precisa ser feito com mais policiais, estrutura de trabalho, participação - aí sim social como alguns movimentos que em Primavera houve - e também cobrando uma legislação mais eficaz, eficiente e que seja capaz de atender, pelo menos em parte, a atual situação iminente de caos pela qual o país atravessa e que envolve a perda de valores éticos e morais.

Um exemplo deste estado que não consegue dar suporte à sociedade na qual está inserido é o caso relatado na noite de domingo.

Primeiro um suspeito tenta furtar uma casa e é perseguido pelos populares.

Quando estes conseguem detê-lo e ligam para a polícia a demora é evidente, já que o reduzido número de viaturas impede a ação rápida da polícia [isso reflete em parte a situação complicada pela qual passa o setor, já que em outras oportunidades, quando existia o suporte, por várias vezes crimes foram evitados ou terminaram com a prisão em flagrante dos suspeitos.

E neste mesmo fato, quando a situação já está resolvida e o menor devidamente “apreendido” sem que seu rosto possa ser mostrado, descobre-se que é um “velho” conhecido, com dezenas de passagens por vários crimes e que por saber-se “di menor” e dos direitos que possui, se põe a gritar que “se me baterem vão ver” e por aí vai.

Ou seja,  dois exemplos diretos, primeiro da impunidade e segundo, se há tempos houve uma oportunidade para recuperá-lo, esta se perdeu por falta de local adequado, que seria para realmente “ressocializar” e fazer com que fosse recuperado do mundo do crime.

É preciso sempre ter esperanças, mas como é possível ver, o sistema legal, com suas falhas e burocracia que impedem o bom andamento e o investimento em estruturas que recuperam, a cada dia contribui para perder mais pessoas para o mundo do crime e ao mesmo tempo deixa desprotegidos aqueles que precisam de proteção.

E prova de que não são os profissionais que atuam nestas instituições, são os constantes problemas, além da Segurança, na Saúde, na Educação, nas Obras e por aí em diante.

Precisamos de cobrança, mas de mudanças sociais em todos os sentidos. Do contrário vamos reclamar, tão somente reclamar.

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