EDITORIAL /

Sábado, 04 de Fevereiro de 2012, 09h:24

A | A | A

O valor de uma lição de vida

Enquanto muitos jovens estão iniciando a vida, com uma rotina que se divide entre estudos, baladas e internet, Lorraine e Celso têm problemas maiores que seus ombros podem suportar


Redação: Janine de Oliveira
Sempre acreditamos que lições de vida devem vir de histórias distantes. Casos extraordinários, ou contos que escritores inventam para vender livros.
Mas hoje a reportagem de O Diário e Cliquef5 sentiu isso na pele. Durante a entrevista coletiva para a imprensa em uma casinha simples do Bairro Primavera III. Interessados em transmitir informações nos deslocamos até lá. Mas é difícil manter-se imparcial.
Sabemos que muitos pensam que a imprensa não tem sentimento. Temos sim. Talvez o que não tenham se dado conta que por ter sentimentos é que temos essa missão de mostrar o que acontece, para que quem sabe ao menos um cidadão coloque a mão na consciência e mude suas atitudes para melhor, assim como disse Augusto Cury, “Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros”.
Mas o assunto é outro. O que nós da imprensa que lá estávamos aprendemos e pretendemos mostrar através de imagens, fotos, textos e matérias que um casal extremamente jovem está passando pela dor de ver seus pequenos filhos com uma doença rara, não bastasse a preocupação de ter filhos gêmeos na adolescência.
Enquanto muitos jovens estão iniciando a vida, com uma rotina que se divide entre estudos, baladas e internet, Lorraine e Celso têm problemas maiores que seus ombros podem suportar.
Não sai da mente que em uma casa humilde, uma jovem de apenas 15 anos teve coragem de seguir adiante com uma gravidez cujos gêmeos estavam grudados. Qualquer um teria pensado logo em interromper para que não sofresse mais. Mas Lorraine deu uma lição de amor e zelo a vida, quando mesmo com muita dor, sabendo que seus filhos passariam por diversas provas, enfrentou o medo. Foi muito mais adulta que muitas pessoas que pensam em supérfluos.
O pai dos bebês, Celso, apesar da face ainda jovem, segura os filhos no colo passando segurança e o olhar transmite a esperança de um dia ainda poder ensiná-los a jogar bola no estreito pátio de casa.
Não é demagogia e nem discurso para inglês ler, basta que estejamos atentos a tudo o que nos cerca. Eles poderiam esboçar um comportamento triste, deprimido e ainda por cima reclamando da vida, mas estão lá juntos, unidos e pensando no que os importa nesse momento: a saúde de seus filhos.
Em um tempo em que muitas pessoas reclamam da chuva ou do calor, eles transbordam esperança.
A nós cabe admirar a força desses gigantes no tamanho da fé, que sempre frisam que ainda querem ver os filhos bem e felizes.
E indo mais além, juntar forças para ajudar. Ninguém é tão rico que não precise de ajuda e não há ninguém tão pobre que não possa ajudar.
Esperamos que a história dessa família que recém está começando possa ter um final feliz. Queremos noticiar a felicidade, embora nos vejam como pessoas que não tem consideração com o sofrimento alheio. Nos deem motivos para contar coisas boas.
Veja a matéria sobre os meninos Cristopher e Nicolas na contracapa desta edição. Esperamos que todos possam ajudar de alguma forma. Os gêmeos merecem.

1 Comentário(s)
Enquanto milhares de dízimos são usados para construção de \"templos\" e horário em TV; enquanto milhões são desperdiçados em obras faraônicas e elefantes brancos em anos de eleição; enquanto vagabundos e corruptos desviam dinheiro público da merenda escolar, saúde e educação... Enquanto tudo isso acontece nesse país, rico em recursos mas miserável de povo, esse casal é um exemplo a ser seguido. Se cada um daqueles que passam horas nas madrugadas em fins de semana na Av. Porto Alegre bebendo até encher a cara, ouvindo música - de péssimo a mal gosto - além dos decibéis permitidos por lei, ah... SE. Se as roupinhas de marca, maquiagens e perfumes de tantas pessoas fúteis que passam suas madrugadas nessa rua fossem, no máximo, doados 1% a essa família, certamente surtiria muito mais efeito em Primavera como sinônimo de solidariedade. Agora, com o carnaval, mais fúteis e mais bebidas serão consumidas em Primavera do Leste assim como camisinhas e drogas. AO POVO, PÃO E CIRCO! Pelo menos a essa família, o pão. Parabéns Janine de Oliveira.
enviado por: Julian em 04/02/2012 às 15:07:11
0
 
0
responder
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
Você é a favor ou contra a privatização da MT 130 sentido Paranatinga?
A favor
Contra
Tanto faz