EDITORIAL /

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012, 05h:00

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O lado over do atraso

tudo bem se essa espera for de 15 minutos, mas que não passe de minutos


Redação: Janine de Oliveira
O pé batendo ritmicamente no chão, as insistentes conferidas no relógio seguidas pela expressão de que quando se está esperando o tempo não passa.
Essas e outras demonstrações físicas de quem está esperando por alguém ou algo, podem ser vistas na fila interminável no banco, ou então em consultórios médicos, em repartições públicas ou em eventos.
Nada mais over game do que ter que esperar. Tudo bem se essa espera for de menos de 15 minutos, mas que não passe de minutos, caso contrário fica massante e até mesmo indigno.
Quando estamos esperando logo começamos a odisseia de pensamentos: O que eu poderia estar fazendo se não fosse estar aqui esperando? Meu deus, vou atrasar o meu próximo compromisso? O que será que está acontecendo que não chega? Isso tudo quando a espera é sua, porém a coisa muda de figura quando existem mais pessoas envolvidas.
Tem dias que dá vontade de ter nascido na Inglaterra, com um povo cuja a fama é não atrasar. No entanto, nascemos no Brasil, povo conhecido mundialmente pelo “jeitinho brasileiro”.
A cultura do atraso é quase que uma farpa na carne de nossas ações. Se formos analisar a palavra atraso lexicamente, perceberemos que expressa tardio, demorado, delonga, tardança e demora. Então cada vez que tiver um compromisso cuide para não abusar do jeitinho nosso de cada dia. É desagradável e de péssimo gosto.
Ultimamente essa cultura funesta tem invadido diversos meios tanto que se um show de algum cantor ou grupo de certo renome não atrasa achamos isso quase que um milagre. Creio que isso se deva ao fato de que existem pessoas que estão começando a despertar para esse aspecto. Que pensemos nisso e que não seja uma delonga esse pensar.
Mas há também aqueles que se sentem estrelas deixando plateias, ou pequenos grupos de pessoas esperando, ainda pedem desculpas, como se isso resolvesse a questão.
Como diria Glória Kalil, “ser chique é ser civilizado” - então que sejamos chiques e civilizados cuidando com atrasos antes que isso vire um traço na personalidade.
Pode ser que isso fosse tolerável no século passado, mas hoje com todas as transformações da sociedade, das relações de trabalho, até mesmo de tempo, pois parece que a cada ano que passa reduzem horas do nosso dia, então não cabe mais tolerar atrasos.
Chegar nos locais, eventos e compromissos no horário marcado é sinal de respeito, bom gosto e consideração.
Agora reflitam, como é agradável marcar um horário, organizar seu dia e chegar ao local como o previsto ser atendido sem ter que esperar muito tempo.
Como todo o costume ou hábito basta um exercício diário para que vire uma marca de caráter.
 Se quisermos ser chiques e civilizados precisamos aprender que atraso não é mais algo que deva ser tolerado e como tudo no mundo. Comece por você mesmo. Não permita que fiquem esperando por você, seja qual for a sua profissão ou função na sociedade.
Use a máxima universal: “Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”.
Hasta siempe, pero sin demora!

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