EDITORIAL /

Quinta-feira, 25 de Maio de 2017, 19h:20

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Empresários de Primavera do Leste não participam dos pregões promovidos pela Prefeitura

O Poder Público de Primavera não tem quaisquer incentivo para o comércio local.


Imagem de Capa
Waldir Freitas

A jornalista Jaqueline Hatamoto, na edição do Jornal O Diário de ontem (25), apurou uma triste realidade: o Poder Público de Primavera do Leste não tem quaisquer incentivo para o comércio local.

 

Entidades promovem Campanhas

Entidades criadas para representar os comerciantes, como a Aciple e CDL promovem diversas campanhas .para fomentar o comércio local. Ações voltadas para que o comércio se torne atrativo aos compradores são realizadas. Entre as ações está a realização de campanhas no fim de ano. São em média três meses e meio de incentivos por meio de distribuição de cupons e sorteio de prêmios. Há também a realização de feiras de queima de estoque, que tem como objetivo também fomentar as vendas em períodos de fim de estoque nas trocas de estações e apresentar o que há de novo para a próxima estação. Porém, destaca-se, são atitudes isoladas da própria categoria. Nada tem a ver com incentivo que vem de iniciativa de Executivo e Legislativo.

 

Dificuldades dos Empresários

Para a não participação em pregões os empresários alegam muita burocracia, o custo alto com certidões, muito tempo para preparar os orçamentos e depois disputar com grandes empresas que vêm de fora ou empresas que, no final, vai entregar produtos de baixa qualidade, etc.

 

O que tem sido feito pelo poder público?

Nada! Do ponto de vista de quem está no poder nada pode ser feito, nem pela Câmara nem pela Prefeitura. Justificam: “...a Lei 8666/13 não permite beneficiar ou até mesmo a cercear a participação de outros nos certames licitatórios”.

 

O que o empresário precisa?

De acordo com os poderes constituídos, os comerciantes precisam ser CONSCIENTIZADOS!

Quem precisa de conscientização, são “os homens das leis: Executivo e Legislativo.”Cabe a eles,  enfrentar esse assunto como outros municípios já enfrentaram e tem uma política de “ajuda” aos pequenos comerciantes”.

Quem precisa de onscientização são os funcionários que estão ligados aos certames, à preparação dos pregões. Quando um pregão é elaborado há uma infinidade de necessidades a serem sanadas, são inúmeros itens que devem ser “comprados”, eles, por razões óbvias, não conseguem entender como cada seguimento forma os preços de seus produtos.

 

Minha opinião

Sou o editor do jornal O DIÁRIO e proprietário da Gráfica Líder, que deixou de participar de pregões da prefeitura de Primavera do Leste há mais de 02 anos, por inúmeras razões. Uma delas: “vem a licitação (que foi o que ocorreu no último pregão que participamos em Campo Verde). A gráfica saiu vitoriosa, ganhou a licitação para fazer 60 mil panfletos. Porém a funcionária da prefeitura solicitou a confecção de apenas 1.000.

Os mil panfletos deveriam ser entregues no valor de R$120,00. Apenas o fotolito custa R$ 140,00. Depois tem os seguintes materiais: chapa, papel, tinta. Depois tem mão de obra, preparação da máquina off-set que vai rodar o material. Material pronto, tem frete, imposto.  Isso quando o pagamento é feito dentro prazo combinado. Agora me diga: Eu preciso de conscientização? Preciso de curso para saber disso?

E isso é com todos os pregões de todos os itens. E, quer saber? O que aconteceu comigo em relação aos panfletos é legal.

A grande verdade que o agente público não fala, é que  eles buscam sim, tirar todo o proveito para pagar o mais barato possível – é o espírito da Lei das Licitações -  não querem nem saber se o comerciante terá prejuízo ou não. E, mesmo se quisessem saber não teria como. A maioria dos servidores públicos ou de entendidos assessores, não sabem o que é administrar quatro galinhas, pagar funcionários, etc. e, pensam que o comerciante é privilegiado, que ganha muito.

Deixem de blá-blá-blá! O Poder Público não faz nada para ajudar por que não quer, trata os comerciantes como se fossem todos ladrões, e se esquecem que são esses que pagam os impostos para sustentar o município, o prefeito e os vereadores.

Em outros municípios, os poderes se uniram e apresentaram uma espécie de ajuda aos pequenos comerciantes da cidade. Vejam a seguir algumas medidas:

a) - Limitar a participação pela distância  - Aqui em Primavera não tem isso!;

b) - Limitar valores –  Exemplo: até  o valor x só participam pequenas empresas. Aqui em Primavera não tem isso

c) - 10% de divergência de valores – a preferência é para a empresa instalada na cidade - Aqui em Primavera não tem isso!

E, é claro que se for fazer uma pesquisa mais aprofundada será encontrado outros tantos benefícios. Ex. Se o Poder Público vai licitar um veículo, pode exigir que o participante tenha concessionária na cidade.

 

Quem está precisando de conscientização, a meu ver, são o Executivo e o Legislativo e muito treino para os preparadores dos pregões. Empresário não precisa de blá, blá, blá de conscientização não. Comerciante que não tem contador, que não sabe manter sua empresa em dia, em relação à sua documentação também não merece ficar de portas abertas, porque Poder Público não é muleta para impedir falência de incompetente.

1 Comentário(s)
O problema dos empresarios-comerciantes brasileiros é que sempre querem ter BENESSES ou vantagens do poder publico.pois bem,se outras empresas de fora do municipio consequem concorrer e ganhar e cumprir o certame, concluo que as de primavera do leste querem mesmo é sombra e agua fresca
enviado por: karllos em 10/06/2017 às 06:16:00
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