EDITORIAL /

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012, 21h:25

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É preciso subir o morro e pensar amplo

AINDA ENGATINHAMOS PENSANDO QUE ATACAREMOS OS PROBLEMAS COM MEDIDAS PARCIAIS


Redação: Janine de Oliveira

De  quem  é a responsabilidade sob um dependente químico? Quem pode responder por ele? Essas perguntas começaram a ser discutidas ainda no ano passado, embora com atraso de décadas, pelos deputados Federais. 
A verdade é que a dependência química, sobretudo em casos de drogas como o crack, costuma deixar o indivíduo refém da substância, sem a capacidade de avaliar o mal que ela faz a si e às pessoas que estão próximas.
Com isso, por mais evidentes que sejam os danos causados pela dependência (no trabalho, nos estudos, nas relações sociais e afetivas), o dependente químico rejeita qualquer possibilidade de tratamento, certamente envolto pelo efeito do entorpecente.
A família, por outro lado, muitas vezes pega de surpresa, não sabe que atitude tomar diante de uma situação tão séria. E neste caso, a decisão mais correta é internar a pessoa, ainda que contra sua vontade.
O fato é que o assunto é polêmico pois há dois lados que defendem argumentações distintas. Os defensores da ideia dizem que os usuários se tornam incapazes de decidir por si mesmos e se tornam uma ameaça para a família e sociedade. Drogas já deixou de ser mito, virou problema de saúde pública.
Do outro lado do front estão aqueles que falam em liberdade de escolha, que antes de se tratar o dependente precisa querer isso, e com algo imposto não haverá melhora.
Recentemente lançado pela presidente Dilma Rousseff, o Programa do Governo Federal Contra o Crack, prevê a internação involuntária por 90 dias e diz que o pedido de internação poderá ser feito por cônjuge ou parente do dependente.
O usuário deverá ser avaliado por equipe técnica de saúde e, além da internação involuntária, poderá ser internado voluntariamente à custa do Estado ou por medida judicial.
Mas vamos a realidade fora dos gabinetes, para as ruas que é onde o problema acontece e para dentro dos hospitais que é onde vão parar problemas de overdose, acidentes causados por drogas ao volante, homicídios por cobrança de dívidas, doenças sexualmente transmissíveis e outros tantos que mal cabem nesta lista. O sistema está preparado para atender essa demanda?
Há casos em que o dependente químico já passou por uma série de internações voluntárias em comunidades terapêuticas, grupos de auto-ajuda, sem sucesso. Será que 90 dias de internação resolverá o problema?
É inocente demais acreditar que apenas investir cerca de R$ 4 bilhões resolverá algo que demanda muito mais que um nome bonito como o que está sendo usado - Crack é possível vencer.
Me pergunto porque ainda engatinhamos pensando em atacar apenas o problema com medidas profiláticas parciais e muito aquém do necessário.
Drogas já virou um problema de segurança, de saúde, de educação e até mesmo social. Não deveria ser pensado de forma ampla como são as amplitudes que ele atinge.
As mentes pensantes de Brasília deveriam subir o morro, descer do salto e ver melhor o que a sociedade precisa para resolver os problemas. Um programa ou projeto de lei pode ser lindo, mas precisa ser real.

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