EDITORIAL /

Terça-feira, 19 de Julho de 2011, 10h:19

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É preciso que a sociedade saiba fazer uma análise séria

O FUTURO DO MUNICÍPIO DEPENDE, SEM SOMBRA DE DÚVIDA, DAS ESCOLHAS QUE SE FIZEREM NAS URNAS A CADA ELEIÇÃO


A pouco mais de um ano das eleições, e praticamente a um ano das convenções municipais que irão definir os candidatos a prefeito, vice e vereadores no próximo pleito, começam a acontecer reuniões, convenções e também as conversações iniciais sobre possíveis nomes em Primavera do Leste.

A largada inicial foi a convenção do Democratas, escolhendo sua nova diretoria e também reforçando os nomes em torno de políticos já conhecidos, como Érico Piana, prefeito por três mandatos. Durante os discursos evidenciou-se o papel da oposição face à atual administração municipal.

 Enquanto alguns se mostraram mais aguerridos, outros preferiram ser mais comedidos a exemplo do próprio ex-prefeito que em determinado momento reforçou o pedido ao deputado Luiz Magalhães, para que “ele e Zeca Viana trabalhem juntos nos projetos que digam respeito a Primavera do Leste”.

 O próprio Érico ressaltou que à época das eleições estaduais, enquanto fazia campanha “pró Magalhães”, por diversas vezes sustentou que se o eleitor não optasse por este candidato, mas que votasse em outros nomes que fossem de Primavera.

Tal atitude demonstra que realmente houve intenção de que a cidade, independentemente dos nomes, tivesse deputados eleitos. Mas em que pese o pensamento com base no fortalecimento político, o encontro também serviu para que a oposição reforçasse as críticas sobre conquistas que o município já teve, mas foram “perdidos”, como o SENAI, a UFMT e até mesmo a EMBRAPA.

Partindo desse ponto de vista é preciso realmente avaliar que nada deve ser perdido, ao contrário é preciso somar. Por outro lado também é necessário, de forma consciente, saber em quais condições isso ocorreu, posto que a crítica pela crítica não constrói e apenas faz com que a inércia tome conta do processo.

É por isso que o papel democrático eleitoral, conduzido de forma condizente com a realidade possibilita ao povo avaliar os seus governantes e decidir se permanecem, no caso da reeleição; se dão continuidade através de um sucessor ou se optam por um nome e linha diferente de administração.

É preciso portanto que a análise seja feita de forma racional, sem o calor da paixão política, que em nada contribui para a escolha de pessoas corretas, honestas e com o real compromisso de administrar, legislar e fiscalizar.

É a partir de agora que situação e oposição começam o jogo do convencimento aos eleitores, cada lado mostrando “o que fez e o que deixou de fazer”, “o que poderia ter sido feito e o que será construído se...” e por aí vai.

O discurso metodológico do marketing político entra em cena para tentar garantir, voto a voto a vitória nas urnas. Todavia é preciso verificar se com aqueles que forem eleitos, no caso, ganharem as eleições, a população vai ganhar junto.

 Afinal de contas serão quatro anos novamente até que venham novamente as eleições, que novos candidatos apareçam e que o povo novamente possa optar pela continuidade ou mudança. Vamos pensar realmente - e o tempo permite - como queremos ver Primavera do Leste daqui a seis, sete, dez anos.

 Esse futuro iminente mais do que nunca vai depender das escolhas políticas que forem feitas, tendo em vista que somente a sociedade sabe fazer a avaliação necessária para que seus governantes sejam escolhidos de forma direta.

 

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