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Terça-feira, 24 de Dezembro de 2019, 07h:00

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Queimadas deixam prejuízos milionários a Primavera do Leste

Cerca de 250 rolos de algodão foram queimados. Mais de 700 incêndios foram registrados


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Da Redação

 

A estiagem em Primavera do Leste teve um período maior e a seca foi pouco mais severa que nos anos anteriores. O clima seco contribuiu para que qualquer palha se tornasse um grande risco às plantações e vegetações e os ventos, com baixa umidade, facilitaram para que fogo se alastrasse aos quatro cantos do município.

Durante o período proibitivo de queimadas em Mato Grosso, 15 de julho a 28 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 775 frentes de fogo em Primavera do Leste. Para o Corpo de Bombeiros do município, o número foi expressivo e os maiores índices aconteceram no perímetro urbano.

Com 775 focos de queimadas durante o período proibitivo, dados do Inpe revelam que a semana que os satélites mais registraram frentes de calor foi entre 9 a 15 de setembro, quando houveram 225 ocorrências.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste, em julho deste ano, quando se iniciou o período proibitivo, as queimadas tiveram aumento em 50% comparado ano passado, somente na área urbana. Em todo o ano de 2018 a equipe registrou 350 ocorrências.

Em setembro, um incêndio destruiu a produção de algodão de uma fazenda do Grupo Nativas. Estima-se que o prejuízo seja milionário. A fazenda fica próximo a MT-130, sentido Paranatinga.

O fogo teria iniciado em uma propriedade ao lado da fazenda, com o forte vento, associado à seca, as chamas se alastraram chegando até a propriedade vizinha e não foi possível conter as chamas.

Cerca de 250 rolos de algodão foram destruídos pelo incêndio, além de um maquinário, que estava na lavoura.

Durante este período, outras fazendas da região também sofreram com queimadas. No mesmo mês em que os rolos de algodão focam destruídos, uma propriedade a 40 km de Primavera do Leste, próximo a aldeia Sangradouro, às margens da BR-070, teve metade da vegetação destruída pelo fogo que se alastrou e ainda invadiu a chácara ao lado. O proprietário do local acusou os índios de terem iniciado a queimada para caçar, mas devido ao tempo seco, perderam o controle.

Foram quase 140 dias sem registro de chuvas significativas em Primavera do Leste e os primeiros sinais de chuva foram aparecer no final de setembro. As precipitações foram em pontos isolados e não mudaram o cenário de seca da região.

Na época, as temperaturas ultrapassaram 40ºC diariamente e a umidade relativa do ar foi comparada a do deserto do Saara, na qual atingiu 12%.

 

 

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