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Segunda-feira, 25 de Março de 2019, 07h:00

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Empresa dará início a projeto de mobilidade nesta semana

Projeto deve ser entregue dentro do prazo de seis meses


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Jaqueline Hatamoto

Está previsto para essa semana, o início das atividades da empresa Gasini Projeto Consultoria e Treinamento. A empresa foi vencedora do processo licitatório para fazer o plano de mobilidade de Primavera do Leste. O valor do contrato é de R$ 290 mil e a empresa terá seis meses para a confecção do documento.

Assim que o valor a ser pago pela empresa foi divulgado em grupos de interação mantido pelo jornal, os leitores questionaram. “Esse valor é só o projeto? Nossa”, questionou Osvanir Flores.

Outro leitor, também questionou o fato da empresa vencedora ser de outro município. “Nossa, será que não tinha nenhuma empresa da cidade capacitada?”, perguntou Jair Reis.

Em relação aos questionamentos o poder público esclareceu que a empresa que tem sede no estado do Paraná e foi a única participar do certame, terá que realizar a prestação de serviço no desenvolvimento de estudo, pesquisa e projeto de trânsito, treinamento e elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbano de Primavera do Leste. Depois do projeto feito, servidores públicos receberão treinamentos para darem continuidade aos trabalhos após a Gasini finalizar as atividades na cidade. A empresa vencedora da licitação já realizou trabalhos semelhantes ao que será realizado em Primavera nas cidades de   Maringá, no Estado do Paraná e São Paulo.

 

VEREADORES DEFENDEM EXECUÇÃO DE PLANO

Os vereadores Luis Costa, Carlos Instrutor e Milley Alves são os autores da indicação feita ao executivo de que fosse feito o plano de mobilidade de urbana. Os três estiveram em Maringá, considerada uma cidade modelo em organização de trânsito.  Os três concordam com o valor a ser pago para empresa realizar o estudo e treinamento, uma vez que beneficiará toda a população que tanto sofre com falta de lugar para estacionar, faixas de pedestres apagadas, entre outros problemas.

Milley Alves ressalta que antes da realização do certame licitatório, o poder público realiza uma pesquisa para se evitar pagar um valor fora do padrão.  “Todo certame é feita uma pesquisa de mercado em que se analisa os valores, para quando a empresa apresentar o valor, o pregoeiro estar a par do valor exato. Isso demonstra que empresa apresentou um valor compatível com as demais cidades do Brasil.  Temos que pensar que será um investimento que vai trazer e vai ter resultado a médio e longo prazo, então não devemos ver como gastos, mais sim como investimento”, ponderou.

Carlos Instrutor complementa o colega dizendo que: “Não vejo um trabalho desta importância, que o valor seja alto se compararmos com os benefícios que proporcionará em segurança e melhor trafegabilidade. Um estudo técnico acabará com essas especulações que nosso trânsito todos mandam. Será dado melhor direcionamento de fluxo, melhor sinalização para pedestres e ciclistas . Temos uma frota grande de veículo e precisamos ordenar nosso tráfego. Além disso, também terá a capacitação dos nossos agentes de trânsito, pois a CMTU não teria condições de fazer esse estudo, tem que ser uma empresa especializada neste assunto. As pessoas têm que ver que 290 mil é para um bom tempo, ao contrário de uma festa que é momentânea”, disse o vereador Carlos Instrutor.

Luis Costa ressalta que passou da hora das ações do trânsito de Primavera serem feitas sem conhecimento e embasamento técnico. “Tudo até então foi feito na base “achometro”. Com o plano de mobilidade fica tudo no certo. Podendo ver se há viabilidade para instalação de semáforo, local certo para a faixa de pedestres, instalação ou não de lombada eletrônica. Só assim poderemos ter um trânsito seguro e algo feito por especialistas que fazem isso em cidades de todo brasil”, frisou.

Luis Costa destaca ainda que o valor arrecadado com as multas de trânsito hoje no município, pode ajudar a custear o estudo técnico. “Existe uma lei que até mesmo não está sendo observada em Primavera do Leste, que refere-se a arrecadação das multas. Hoje a arrecadação das multas no município teria que voltar para educação no trânsito e o valor arrecadado ultrapassa esse valor de R$ 290 mil. Somente o valor da multa paga a execução deste plano de mobilidade urbana.

 

PLANO PODE TRAZER MAIS RECURSOS PARA PRIMAVERA DO LESTE

Com a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, a Prefeitura passará a atender a Lei Federal 12.587 em vigor desde 2012 que exige que municípios com mais de 20 mil habitantes, desenvolvam projetos que visem melhorar a mobilidade nas cidades e ações que visem educar a população para o trânsito mais seguro.

As diretrizes para a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), criada através da aprovação da lei, orienta os municípios a elaborar os próprios planos. Contrariando os atuais incentivos tributários dados pelo governo federal para a aquisição de carros e motocicletas, a lei estabelece como prioridade para as cidades o transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado.

A lei estabelece princípios, diretrizes e instrumentos para orientar os municípios a planejar o sistema de transporte e de infraestrutura viária para circulação de pessoas e cargas, capaz de atender à população e contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável. Para isso, prevê mecanismos para garantir preços acessíveis no transporte coletivo, vias exclusivas para ônibus e bicicletas, restrição de circulação de veículos privados em determinados horários e cobrança de tarifa para utilização de infraestrutura urbana, como estacionamentos públicos. Não há menção específica à circulação de motocicletas.

Enquanto o município não apresentar o plano fica impedido de receber recursos federais destinados à mobilidade urbana.

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