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Sexta-feira, 03 de Julho de 2020, 06h:30

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Transtorno psicossomático

Os transtornos psicossomáticos podem afetar qualquer órgão, sistema, tecido ou estrutura.


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Beatriz G. Rufato

Entendemos por transtorno psicossomático todo quadro de sintomas onde não se encontra uma correlação física ou orgânica, onde todas as doenças e limitações sofridas pela pessoa se devem exclusivamente aos seus processos mentais. Agora, pensemos o que isso pode significar, tudo realmente está só na cabeça?

 

A verdade é que nos dias de hoje os transtornos psicossomáticos ainda são uma área de estudo cheia de incógnitas para especialistas. Algo que se sabe é que todo esse espectro de distúrbios físicos associados ao estresse mental tem uma correlação cerebral: a hiperatividade dos impulsos nervosos do cérebro ao se comunicar com diversas áreas do nosso corpo.

Os transtornos psicossomáticos podem afetar qualquer órgão, sistema, tecido ou estrutura. Seu impacto é imenso, portanto, não devemos subestimar o poder de nossa mente. Do mesmo modo, é necessário diferenciar os transtornos somatoformes dos psicossomáticos. Enquanto no primeiro nunca há sintoma físico, no segundo existe um dano visível no organismo (por exemplo, as úlceras).

        Um exemplo mais clássico dos transtornos psicossomáticos são as dermatopatias, como eczema, urticária, infecções, acne.

        Hipertensão, taquicardias, sensação de bloqueio ou punção cardíaca são outros sintomas.

        Transtornos do sistema digestivo são muito comuns, sendo o intestino irritável e as úlceras as condições mais comuns.

        Dores de cabeça intensas, como enxaquecas, também são muito comuns.

        Perdas de memória.

        Em casos muito extremos, há pessoas que podem sofrer cegueira temporária, falta de mobilidade em algum membro, desmaios, etc.

Os transtornos psicossomáticos são abordados de duas maneiras diferentes. Por um lado, e como é evidente, devemos tratar esse sintoma físico que o paciente apresenta (úlcera, infecções, eczemas…). No entanto, o mais importante nesses casos é enfrentar o problema subjacente real, ou seja, seu universo psicológico e a tensão mental não resolvida que é somada com maior ou menor gravidade em seu corpo.

São muitas as técnicas utilizadas para esses casos, e dependerão sempre da realidade pessoal de cada caso. Além disso, às vezes é apropriado tentar diferentes terapias para ver qual funciona melhor no paciente, qual gera os resultados mais positivos e esperados.

As técnicas de relaxamento são sempre muito efetivas. A terapia cognitivo-comportamental é de grande ajuda para que os pacientes consigam aprender novas maneiras de lidar com seus problemas. Compreenderão suas realidades internas, aplicarão objetivos de vida realistas e identificarão quais padrões devem mudar para ter um estilo de vida mais positivo.

Beatriz Rufato

 

Psicóloga

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