REFLEXÃO /

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019, 07h:00

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Educar é humanizar

Ensinar requer ainda dinamicidade, tanto pelo aspecto lúdico: de diversão e prazer, quanto pelo aspecto da aprendizagem em si, com enfoque à ética


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

O processo de ensino deve ser feito na forma mais prazerosa possível, já que aprender, nem sempre é visto desta forma para algumas pessoas, porém, para se executar o ofício de educador muitas vezes requer perseverança e domínio de conteúdos, e, sobretudo, a afetividade. “(...) o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor”. (MIGUEL CHALITA, 2004, p. 11).

No entanto, é importante deixar os alunos mais a vontade para que possam interagir e assimilar melhor os conteúdos propostos durante todo o processo de aprendizagem na execução das atividades apresentadas em sala de aula.

Ensinar requer ainda dinamicidade, tanto pelo aspecto lúdico: de diversão e prazer, quanto pelo aspecto da aprendizagem em si, com enfoque à ética.

Muitas vezes brincando, se desenvolve várias capacidades que refletem sobre a realidade, a cultura na qual esteja inserido o aluno/cidadão, incorporando e, ao mesmo tempo, questionando as regras e papéis sociais. Pode-se dizer que nas brincadeiras ultrapassa-se a realidade, transformando-a através da imaginação, mas nunca deixar de aplicar a disciplina como mediador entre estas duas modalidades de ensino.  E por serem ambas dinâmicas, pois “… trata de uma forma de ensinar a aprender…”. (PAULO FREIRE, 1996: 26).

Daí a sugestão de métodos que possam contribuir para o desempenho do mestre, enquanto na execução desse ofício, usando recursos metodológicos diferenciados em salas de aula, como o afeto e a ética, a título de exemplificação.

No entanto, se o educador não interage com os alunos, tratando-os com respeito e hombridade terá mais dificuldade em alcançar seus objetivos, uma vez que os alunos poderão também, por sua vez, apresentar resistência em não aceitar ou até mesmo não deixar que o professor possa realizar sua função a contento. Afinal, é o educador quem possibilitará a construção do conhecimento, agindo como porta voz do saber e para que isto aconteça faz-se necessário explorar o lado efetivo e emocional do aluno.

Todo conhecimento requer planejamentos sistematizados e/ou projetos para assegurar a sobrevivência de sonhos e promover a construção de conhecimentos vinculados ao prazer de viver e aprender de uma forma natural e agradável, e quando possível, funcionarem como exercícios necessários e úteis à vida. 

É importante frisar que a realização desses projetos ou planejamentos seja feita com antecedência, bem como a sua organização e de todo o material a ser utilizado com os alunos, independente do tema a ser trabalhado em sala de aula, sobretudo, se for trabalhar envolvendo a temática ética, propriamente dita.

Fazer uma prévia exposição do assunto demonstra que o professor é dedicado e está preocupado para que ocorra melhor interação no processo de ensino-aprendizagem do grupo.

Todavia, o carinho, a demonstração da ética e de afeto na realização de simples tarefas ajudam sistematicamente a assimilação e a compreensão do tema proposto aos educandos, pois se sabe que “O professor não pode ser movido somente pela inteligência, mas também pela emoção... sua missão não é ser facilitador, mas animador”.  (REVISTA MUNDO JOVEM, Out/2000, p. 8).

O educador que trabalha a ética e a emoção com mais eficácia, possivelmente verificará melhor rendimento e maior participação dos alunos, uma vez que estas ações quebram alguns paradigmas ou rejeição, que a princípio, possam ocorrer em função da falta ou ausência de empatia inicial entre as pessoas. Assim, a afetividade e a ética abrem caminho, possibilitando melhor a comunicação e contribuem sistematicamente para fluir melhor a convivência durante o processo educativo.  

Trabalhar a ética e a emoção são fundamentais para o processo de ensino e aprendizagem, uma vez que elas facilitam a interação entre professor e aluno.

Indiscutível é a questão de que a ética e a afetividade estejam desvinculadas do ato de ensinar, pois ambas devem caminhar juntas. A educação dever ser mais prazerosa, com aulas mais atrativas e cativantes, que possam envolver o maior número de alunos, mesmo para àqueles que ficam dispersos e alheios.

Somente agindo dessa forma, ter-se-ão resultados animadores, uma vez que as ações praticadas com ética e afetividade atingem a totalidade dos alunos por ser algo mais que o convencional, e por esta razão o professor deverá ser persistente e colocar suas ideias em prática.

Ampliar a curiosidade e despertar o interesse do aluno é uma tarefa instigante, difícil e exigente, porém é muito mais gratificante quando somada à ética e à afetividade: o resgate do aluno é certo e melhora a participação e a interação entre o grupo, pois a sua curiosidade vai fazê-lo buscar, descobrir e compreender melhor o mundo que o cerca. Assim, concentrará numa experiência criativa aprofundando e ampliando conhecimentos que muitas vezes surpreende o próprio professor.

 

Ernesto de Sousa Ferraz Neto 

professor na Rede Pública do Estado de Mato Grosso

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