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Quarta-feira, 02 de Outubro de 2019, 16h:30

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Vaza-Face: em áudios vazados, Zuckerberg ataca senadora e defende monopólios

arrow-options Divulgação Mark Zuckerberg criticou os planos da senadora Elizabeth Warren Em uma das mais polêmicas declarações da pré-campanha à Presidência...


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Divulgação
Mark Zuckerberg criticou os planos da senadora Elizabeth Warren


Em uma das mais polêmicas declarações da pré-campanha à Presidência dos EUA, o fundador do Facebook , Mark Zuckerberg , afirmou que a eleição da senadora democrata  Elizabeth Warren,  uma das favoritas para ser a candidata do partido à Casa Branca, seria “ muito ruim ” para o setor de tecnologia.

Em quase duas horas de gravações, obtidas pelo site  The Verge  , Zuckerberg conversou com funcionários sobre uma série de questões sensíveis, incluindo os planos defendidos por muitos democratas , incluindo Warren , para acabar com os monopólios de empresas do setor de tecnologia, como o próprio Facebook

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"Se você tiver alguém como  Elizabeth Warren  sendo eleita presidente, que pensa ter a resposta certa para dividir as empresas... se ela for eleita, eu aposto que teremos um processo, e acho que ganharíamos o processo, mas isso ainda seria ruim para nós? Sim", disse Zuckerberg em uma das reuniões, ocorridas em julho, no auge da crise do Facebook .

Ele ainda disse que o ponto central de muitos defensores do fim dos monopólios seria a interferência nos processos eleitorais , realizada muitas vezes através das redes sociais.

"Dividir essas empresas, não importa se o  Facebook  , o  Google  ou a  Amazon  , não vai resolver esses problemas. Não vai fazer com que a interferência seja menos provável. Ela fará sim [a interferência] mais provável, uma vez que as empresas não podem coordenar ações e trabalhar em conjunto", afirmou o CEO do Facebook.

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#BreakUpBigTech: Warren tenta quebrar o monopólio das gigantes de tecnologia

A resposta da senadora Warren veio através do  Twitter , rede social que, segundo as gravações do The Verge, foi ridicularizada por Zuckerberg:   “nosso investimento em segurança é maior do que todos os rendimentos deles”, disse o CEO do Facebook . Em sua resposta, Warren atacou a concentração de serviços feita pelo Facebook, muitas vezes através da compra de outras empresas.

“O Facebook está indo muito bem agora. Compraram dois competidores em potencial, Whatsapp e Instagram. Mais de 85% do tráfego de redes sociais passa por sites adquiridos ou operados pelo Facebook. Eles têm muito poder — mas estão sujeitos a pouca competição ou fiscalização”.


Em seguida, a senadora afirmou que seu plano é impedir fusões “ilegais e anticompetitivas”, sugerindo ainda que a concentração de dados de usuários por uma só empresa é prejudicial à privacidade das pessoas e ao processo eleitoral.

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Desde a apresentação de suas propostas para o setor de tecnologia , Elizabeth Warren vem ressaltando que as grandes empresas, como o Facebook e a Amazon , acabam inibindo companhias menores, impedindo inovações e concentrando renda nas mãos de poucos. Falando em dinheiro, uma outra proposta da senadora é aplicar um imposto sobre grandes fortunas , de até 3% sobre o valor total do patrimônio, algo que faria com que ZuckerbergJeff Bezos  , dono da Amazon, tivessem que pagar alguns bilhões de dólares em impostos todos os anos.

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Reprodução
Zuckerberg segue defendendo o monopólio das gigantes de tecnologia.


Criptomoeda do Facebook

Na transcrição dos diálogos do fundador do Facebook, a The Verge ainda ressalta comentários sobre uma das maiores derrotas da empresa este ano: o  Libra  , projeto para uma criptomoeda que nem chegou a sair do papel, dado o volume de críticas recebidas de todos os lados. Alguns analistas afirmam que o plano pode até desestabilizar a economia global , além de abrir as portas para que grupos criminosos tenham mais um meio para lavar dinheiro. Zuckerberg, porém, garante que Libra “não está morta ”.

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"Pelo lado público, acho, as coisas tendem a ser um pouco mais dramáticas. Mas a maior parte disso é privada, com reguladores ao redor do mundo, e esses, acho, por vezes, são mais substantivos e menos dramáticos. Aqueles encontros não acontecem diante das câmeras, mas é onde as discussões acontecem e os detalhes são acertados", afirmou Zuckerberg nos áudios.

Ele ainda explicou os motivos de não comparecer a muitas das audiências oficiais, realizadas ao redor do mundo, sobre as atividades do Facebook. "Quando as questões surgiram ano passado em torno da  Cambridge Analytica  , participei de audiências nos EUA e na União Europeia. Não faz muito sentido eu ir a todas as audiências em todos países que querem que eu apareça".

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Em resposta à The Verge, Mark Zuckerberg publicou em sua página no Facebook que essas reuniões ocorrem regularmente e deveriam ser apenas para consumo interno. Mas, uma vez reveladas, disse ele, servem para mostrar uma versão sem filtros de suas opiniões sobre os temas abordados. Na publicação, ele colocou um link para a matéria.



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