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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019, 22h:30

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"A Lava Jato só existe graças ao STF", defende Dias Toffoli

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Paulo Guereta/Photo Premium/Agência O Globo - 12.8.19
"A Lava Jato só existe graças ao STF", defendeu ministro Dias Toffoli, presidente da Corte

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, defendeu nesta segunda-feira (12) a atuação da Lava Jato e disse a operação só existe porque é fruto da institucionalidade, citando leis sobre o combate à corrupção.

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"A Lava Jato só existe graças ao STF, se não fosse o STF não haveria isso. O que não se pode permitir na República é que se apropriem das instituições", afirmou Dias Toffoli .

O magistrado abordou o tema “O Papel do Judiciário no Novo Momento do Brasil” para mais de 500 pessoas no almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) que contou com a presença de CEOs, presidentes e demais lideranças corporativas, além de outras autoridades públicas, em São Paulo.

O ministro elogiou ainda a sugestão de inclusão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) no Banco Central, tirando o órgão da disputa entre Ministérios da Justiça e da Economia. "O que impede que um ministério apure, investigue ou fiscalize".

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Toffoli voltou a reforçar seu objetivo ao assumir a presidência do STF . "Fazer que o judiciário voltar a cuidar do passado e o executivo e legislativo cuidar do presente e do futuro. O judiciário julga o que aconteceu no passado, não é o judiciário que vai determinar o futuro da economia e da sociedade".

O ministro lamentou que "tudo vai parar no judiciário" porque "tem atores que estão legitimados a provocar o judiciário". "Se tudo vai parar no judiciário é um fracasso dos outros setores da sociedade", completou Toffoli.

O ministro destacou que o judiciário, "por conta da nossa Constituição extensa", assumiu o protagonismo. Para ele, os entes e as pessoas tem que reassumir o seu papel."É necessário que a sociedade assuma as suas responsabilidades nas soluções".

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"O Judiciário tem que cuidar do passado, essa é a minha visão, que nada mais é do que a clássica visão da divisão do poder da sociedade e do estado, são funções que têm as suas respectivas competências", completou Dias Toffoli .

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