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Sexta-feira, 27 de Março de 2020, 09h:13

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Troca de acusações graves na Câmara de Vereadores de Campo Verde chamam atenção da população

Presidente Solivan fez acusações ao vereador Cícero Alves que negou o fato e ainda disse que está sendo vítima de uma retaliação do presidente.


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Paulo Pietro

Uma situação envolvendo troca de graves acusações entre parlamentares, chamou atenção da população de Campo Verde nesta semana, os episódios se iniciaram na última segunda-feira (23) durante a Sessão da Câmara, quando o Presidente Solivan Fonseca, desabafou sobre o assunto. 

 

Solivan comentou em seu discurso sobre o envolvimento do atual vereador Cícero Alves, em um esquema de venda de lotes de áreas que na verdade pertenciam ao município, do qual foram investigados na operação denominada pela PJC de Campo Verde de “Lote Limpo” iniciada em 2016. Cícero que na época era secretário de habitação, chegou a ser ouvido como testemunha, mas até hoje não há comprovação sobre a participação dele no esquema. 

 

Porém, Solivan disse em plenário que tinha falado com pessoas que foram vítimas do esquema criminoso, que afirmaram que o chefe da organização seria o vereador Cícero, que por esse motivo ele estaria sendo alvo de chantagens e ameaças na casa, pois teria a intensão de promover uma CPI sobre essa conduta do vereador. Inclusive havia pedido um oficio que fora respondido pelo executivo. 

 

O presidente disse que esse foi o maior caso de estelionato público e particular da história de Campo Verde, que está passando pelo processo de delações e apesar de ser um processo público, as delações são sigilosas, mas afirmou que o nome de Cícero aparece nessas delações como o sendo o chefe da quadrilha. 

 

O Diário acompanhou na época todas as fases da Operação Lote Limpo, e as prisões realizadas em decorrência dela, que segundo Solivan, que inclusive cita a matéria do site CliqueF5, terá suas audiências retomadas no próximo dia 16. 

 

Ele foi incisivo em alguns trechos de seu discurso; “Vossa excelência (em referência a Cícero) foi enxotado da prefeitura e veio se esconder dentro dessa casa, está sentado em nosso meio, e se chegar a denúncia aqui nessa casa nós temos que investigar, e os empresários que foram vítimas desse golpe estão dispostos a vir aqui nessa casa na próxima sessão e falar sobre o assunto. E essa não é a primeira vez. Ele está me chantageando há muito tempo, e eu peço aqui a proteção a minha família, pois se me acontecer alguma coisa é por culpa de vossa excelência (em referência a Cícero). Ele é assim, há 21 anos está fazendo trambique nesta cidade, desde que entrou na política nunca mais trabalhou, vai em um grupo chantageia as pessoas e obriga ele ficar até o final... E agora novamente ele está chantageando esta casa e não podemos aceitar...”, disse o presidente da Câmara.

 

Ele ainda cobrou coragem dos demais parlamentares para instaurar uma CPI contra a conduta do vereador Cícero Alves. 

 

Nós também procuramos o vereador Cícero, que atendeu nossa reportagem, segundo ele as acusações de Solivan são infundadas, “eu não tenho nada a esconder, ninguém mais do que eu quero esclarecer àquela situação, pessoas que praticavam esses crimes já estão respondendo à justiça, eles montavam uma documentação falsa e vendiam os lotes que pertenciam à prefeitura. Na época eu era o secretário de habitação do município, onde inclusive realizamos o maior projeto de habitação popular da história de Campo Verde, mas ninguém sabia de nada internamente, inclusive há poucos meses nós fomos chamados pela juíza para prestar depoimento como testemunha dos fatos e com serenidade e tranquilidade desmascaramos alguns contratos. Alguns inclusive com assinaturas falsificadas, foram muito amadores na montagem desse processo lá atrás, com falsificações grotescas minhas e do ex-prefeito Dimorvan, do seu Miguel e se não me falhe a memória até mesmo da imobiliária do Sr. Otávio. Então com relação a essas acusações eu estou tranquilo, a sociedade campo-verdense me conhece e sabe do meu trabalho. Eu desafio qualquer cidadão que tenha provas contra mim, caso existe algum ato ímprobo da minha pessoa, podem me denunciar no MP. Estou em Campo Verde há 30 anos e sempre tive minha reputação ilibada”.

 

Cícero ainda comentou que na verdade, o pano de fundo dessas acusações tem como objetivo uma retaliação contra ele, pois como é presidente da Comissão de Ética da Câmara, acabou acatando a decisão de colocar em pauta uma votação sobre a improbidade administrativa do Presidente Solivan, naquela questão da contratação de funcionários sem a devida escolaridade, que também já foi matéria do Jornal O Diário. 

 

“Eu sou suplente e devo entregar o cargo de vereador ao seu legítimo dono, que é o atual secretário Gessy, que devido a questões eleitorais tem que retornar ao seu posto para concorrer às próximas eleições. Como eu votei favorável juntamente com mais um companheiro da comissão, para que o projeto fosse votado em plenário, ele está reagindo dessa maneira. O vereador Solivan pode até mesmo perder seu cargo de presidente casa. Mas ele está tentando prorrogar a situação, para que ganhe tempo até que eu não esteja mais aqui na hora da votação, e não duvido que ele consiga em outra comissão”, afirmou Cícero. 

 

Ele ainda completou pontuando que, “nunca em minha carreira política tinha visto uma gerência de câmara tão despreparada. Em Cuiabá eles chamam a Câmara de Casa do Horror, aqui em Campo Verde se tornou a Casa do Terror”.

 

Sobre a abertura de uma CPI para investigar sua conduta, Cícero disse que ele é favorável, que seria inclusive o primeiro a assinar caso fosse o desejo dos companheiros de parlamento.

 

Nós tentamos contato com o Presidente Solivan Fonseca, mas ele disse que não quer se pronunciar agora, pois se sente ameaçado pela quadrilha que está sendo investigada na “Lote Limpo” que teme por sua vida e de seus familiares.         

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