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Sexta-feira, 12 de Abril de 2019, 13h:56

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Polêmica: site afirma que Fazenda Marabá é disseminadora de doenças e pragas da lavoura; mas Grupo JPupin se defende das acusações

O Diário entrou em contato novamente com INDEA nesta quinta-feira (11) para saber como anda a situação na fazenda.


Noticias Agricolas
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Paulo Pietro

O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, esteve na Fazenda Marabá, município de Campo Verde , e realizou uma matéria que vem repercutindo bastante no meio agrícola.

Isso por que a fazenda que tem cerca de 18 mil hectares, segundo a reportagem está se transformando em disseminador de pragas e doenças, que são derivadas da falta de cuidados no manejo da lavoura, ainda segundo a reportagem as restevas de plantas tigueras tanto de algodão quando de soja, que estão presentes na lavoura acabaram sendo um multiplicador de pragas no período justamente em que deveria haver o vazio sanitário, que serve para conter a continuidade das pragas e doenças na lavoura.   

O Diário no inicio do ano, já havia realizado uma matéria sobre o assunto, na época o INDEA (Instituto de defesa Agropecuária de mato Grosso) notificou os responsáveis pela fazenda quanto a uma violação do vazio, como as providencias não foram tomadas, o órgão realizou uma denuncia no Ministério Publico Estadual, já que a falta de cuidados estariam afetando a coletividade.

Na época a nossa reportagem procurou o promotor Marcelo dos Santos Alves Corrêa, que chegou a iniciar uma ação contra a fazenda, ele comentou na ocasião que “depois de três notificações aplicadas pelo INDEA no local, eles nos explicaram que poderia ter possibilidade de essas áreas desencadearem além de um problema econômico, um uso ainda maior de agrotóxicos para controlar essa praga, causando um desequilíbrio, podendo entre outros, causar problemas a saúde da população. Por isso ingressamos com essa ação preparatória que poderia culminar em uma ação civil pública. Mas os citados se anteciparam e segundo vimos pela imprensa, parece que resolveram o problema, em breve devemos receber os novos autos do Indea.”

O Grupo JPupin, que é proprietário da Fazenda Marabá, realizou as correções necessárias na época e conseguiu a liberação do órgão, por consequência a ação do MPE.        

Mas a reportagem do site que foi veiculada no ultimo dia 08/04, trouxe a tona novos fatos, eles reportaram que as culturas que não foram eliminadas estão acumulando pragas e doenças, gerando inóculos de ferrugem e aumento da presença de bicudos, a principal praga do algodoeiro. Segundo o jornalista afirmou, existem registros de infestação dessa praga a mais de 10 km de distância. Mesmo com 16 pulverizações, a vizinhança não consegue controlar os bicudos.

 

O que diz o INDEA

 

O Diário entrou em contato novamente com INDEA nesta quinta-feira (11) para saber como anda a situação na fazenda, eles realizaram visitas em toda a extensão da propriedade nos últimos dias, bem como realizaram visitas em outras unidades do mesmo grupo na região, para verificar as denuncias.

Com bases nas instruções normativas 001/2016 e 002/2015, que falam respectivamente sobre a praga denominada bicudo-doalgodoeiro (Anthonomus grandis Boheman) e seu controle no estado de Mato Grosso e a segunda sobre a necessidade latente de prevenção e controle fitossanitário da ferrugem asiática.

O que foi visto pelos fiscais do órgão, é que apesar de terem notificado a propriedade com base na normativa 001/2016, a situação na fazenda é ainda melhor do que na última ocasião, quando houve a denuncia ao MPE.

Eles ainda afirmaram que não encontraram sinais de abandono da fazenda. Quanto a questão da normativa 002/2015, segundo informaram, o grupo ainda está colhendo boa parte da soja neste momento e estão dentro do prazo legal.

 

O Grupo JPupin enviou uma nota de esclarecimento sobre a matéria do site:

 

O Grupo JPupin informa que ao contrário do que foi veiculado no portal de notícias "Notícias Agrícolas" vem realizando aplicações e todo um trabalho de controle na Fazenda Marabá, localizada no município de Campo Verde, em Mato Grosso. Somente na safra 2018/2019 foram semeados na propriedade 3,1 mil hectares de algodão e outros 6,8 mil hectares com milho. A publicação do portal "Notícias Agrícola", sob o título "Praga "RJ" extermina com a fazenda Marabá de Campo Verde (MT)", na manhã de 08 de abril de 2019, aponta que a propriedade está "semi-paralisada, tornando-se um foco de disseminação de pragas e doenças" o que é uma inverdade.

Márcio Félix, CEO do Grupo JPupin, esclarece que as aplicações para o controle de pragas e doenças estão em dia e que há todo um trabalho de vistoria e controle juntamente ao Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Ele ressalta que em 2018 o INDEA a pedido do Ministério Público do Estado (MPE) esteve na propriedade em Campo Verde e constatou a regularização da mesma.

“Nos causa estranheza neste momento em que o grupo passa por um processo de recuperação judicial ver uma publicação como esta, uma vez que o próprio MPE esteve na propriedade em 2018 e constatou a regularização da área”.

Ainda conforme Márcio Félix, “causa estranheza ainda mais, pois outras áreas de diversos produtores registraram infestação de bicudo na região de Campo Verde e este tipo de matéria jamais procurou abordar outros grupos”.

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17.07.2019 - 10h34
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