propaganda

EFEITO COVID-19 /

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2020, 06h:30

A | A | A

Cresce o número de pessoas que buscam auxílio de entidades assistenciais

O fato que se percebe, é quem mesmo com uma expectativa de melhora do cenário atual da pandemia, as consequências dela serão duradouras


Imagem de Capa
Da Redação

O número de pessoas atingidas de alguma maneira pela pandemia de Coronavírus em Campo Verde, também em outras cidades é muito difícil de ser quantificado, existem pessoas que perderam seus empregos, outros que tiveram salários reduzidos, alguns que partiram para o mercado informal e outros que sequer estão conseguindo manter suas famílias, passando por dificuldades extremas, contraindo dívidas e em situação realmente desesperadora.

 

Neste último caso as obras de caridade da cidade tem ajudado e muito essas famílias, se não conseguimos quantificar o número de quem foi atingido, o número de quem está precisando de ajuda cresce a cada dia.

O Diário foi até alguns desses locais e pôde observar que a procura por doação de alimentos, remédios, e outros itens tem crescido. Um desses locais é o Centro Social São José, no Bairro Jupiara, que saltou de 150 para 500 atendimentos.   “Antes da pandemia atendíamos cerca de 150 famílias mensalmente, esse número hoje é de mais de 500 famílias, e não diminuiu mesmo com a baixa de casos, além de todos os problemas de saúdes causados, os problemas de ordem econômica estão afetando muito essas famílias, que necessitam de ajuda. Aqui nós estamos dobrando nossos esforços para tentar ajudar o máximo de pessoas possíveis, com entregas de cestas básicas para as famílias cadastradas, doação de leite uma vez por semana, e duas vezes por semana realizamos a doação de frutas e verduras”, pontuou a irmã Telma Pereira Barbosa.

Segundo a responsável pelo Centro, o projeto é mantido por doações, algumas empresas e supermercados são parceiros da instituição, uma empresa de laticínio doa leite e iogurte, quando podem, os supermercados doam as frutas e verduras que apesar de boas para o consumo, estão com alguma mancha ou amassado e acabam não sendo vendidas, as cestas básicas são doações mensais ou espontâneas de pessoas e empresas, os produtores de hortaliças e verduras também realizam doações, além de outras doações espontâneas de produtores rurais,  o Centro Social, possui uma horta de onde é colhido muitos itens.

Apesar da ajuda que recebe, irmã Telma ressalta que toda doação é bem-vinda. “Temos os dias certos de doações e se formam filas aqui para receber esses produtos, então tudo que chega é distribuído de maneira compartilhada, nossos colaboradores e voluntários trazem as doações e ainda separam em cestas para que as pessoas levem para suas casas. Por isso nós conclamamos as pessoas que podem realizar a doação para que façam sua parte, podem trazer aqui diretamente, ou ainda que ajudem outros projetos da cidade”.

O Projeto ECTV (Ensinando Crianças Transformando Vidas) do Pastor Sidnei Pires, no Bairro Santa Rosa, também sentiu um aumento na demanda de pedidos por ajuda, segundo ele o aumento é significativo. O projeto é voltado para as crianças, mas com a pandemia eles também estão recebendo doações para ajudar as famílias desses alunos que participam do projeto e estão em situação delicada.

Outro projeto que nasceu durante a pandemia e atende a necessidade de muitas pessoas, é a Geladeira Solidária do empresário Marcio Martins, segundo ele a busca por alimentos também é grande. “As pessoas não tem ideia da quantidade de pessoas que estão precisando de ajuda neste momento, e estamos falando de alimentação. Muitas vezes eles tem vergonha e costumam vir a noite buscar pelos alimentos”.

A Geladeira Solidária é focada em alimentos prontos, para matar a fome de quem precisa naquele momento, então as pessoas podem doar frutas, marmitas, ou outros alimentos que possam ser consumidos de maneira imediata, desde o início da pandemia a procura vem aumentando.           

O fato que se percebe, é quem mesmo com uma expectativa de melhora do cenário atual da pandemia, as consequências dela serão duradouras, até que essas pessoas resolvam seus problemas e retomem suas vidas, muitos ainda vão precisar de ajuda.

 

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
Caso a vacina para a Covid-19 seja liberada no Brasil, você pretende tomar?
Sim, se for a Chinesa
Sim, se for a Russa
Sim, se fosse outra
Nem pensar
Não tenho opinião formada sobre o assunto