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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019, 10h:16

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Ainda na expectativa: avicultores de Campo Verde mantém esperança viva na retomada do setor

Mesmo sem produzir nada há um ano, avicultores ainda tem esperança que setor seja retomado com novos investimentos.


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Da redação com Informações do Canal Rural

Ainda sem uma definição, da empresa União Avícola, se vai ou não investir na construção de um frigorífico na cidade, o clima de incerteza sobre o futuro da avicultura em Campo Verde persiste. 

 

Na última semana, o jornalista Luiz Patroni do Canal Rural, realizou uma matéria sobre a situação complicada que vivem os avicultores no município, segundo as informações contidas no texto, devido as tendências do mercado, uma nova esperança ainda mantém a fé dos avicultores no setor. Confira um trecho da matéria com entrevistas: 

 

O aumento da demanda da China pela carne de frango e, consequentemente, o crescimento das exportações brasileiras do produto, reacendeu a esperança de um grupo de avicultores de Campo Verde, sudeste de Mato

 

Grosso. Com as atividades paradas há mais de um ano, eles torcem para que o momento de recuperação do setor seja um estímulo para que empresários voltem a investir na única indústria que comprava a produção no município, fechada desde o primeiro semestre de 2018.

 

Entre estes produtores está Erni Suhre. Ele era um dos integrados da BRF, empresa responsável pela unidade atualmente fechada. Para se tornar integrado, investiu pesado: contratou funcionários e financiou R$ 1,3 milhão para construir seis barracões modernos, com alta tecnologia e capacidade para de alojar 120 mil aves ao todo. A expectativa do avicultor era usar a renda da atividade para quitar os compromissos e sustentar a família. Mas o fim inesperado da parceria de doze anos frustrou os planos do granjeiro.

 

“Renda, faz um ano e dois meses que a gente não tem mais”, desabafa. Para sobreviver, ele diz, a família precisou buscar alternativas. “A minha esposa hoje, por exemplo, está trabalhando de faxineira na cidade. Meu filho está dirigindo um caminhão e a minha filha está me ajudando também. Caso contrário, estaríamos passando fome”, relata o avicultor, que reforça: “a gente tenta ser forte, mas está difícil”.

 

O produtor Adalir Mores enfrenta o mesmo dilema. Há mais de um ano, os quatro barracões que abrigavam 60 mil aves a cada 45 dias estão parados. Com o tempo, parte da estrutura – como lonas e equipamentos ficou danificada. Para conseguir pagar as parcelas da dívida que ele também fez para construir os barracões, precisou buscar socorro em outras fontes de renda. Cansado de tantas promessas, o avicultor ainda tenta manter viva a expectativa da retomada da atividade desde a infância faz parte da vida dele. “Eu tenho esperança que venha frango ainda, que a estrutura é para frango e não para outra coisa”, reitera.

 

Para não ficar com os barracões parados e tentar alguma renda, o Adalberto Grando transformou uma das estruturas em um confinamento. Ao invés dos frangos, hoje aloja 44 cabeças de gado. “No que eu assinei o distrato com a empresa, pensei: tenho que fazer alguma outra coisa para ter algum ganho”, comenta.

 

Segundo a Associação Campo-verdense de Avicultura (ACAV), que é formada por 76 granjeiros, ao todo 251 aviários equipados com a mais alta tecnologia estão parados no município. Juntos, eles forneciam diariamente cerca de 120 mil frangos pesados para abate.

 

A prefeitura de Campo Verde, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, estão caminhando para a compra de um terreno localizado as margens da MT-140, onde seria instalado o tão prometido e não cumprido frigorifico da BRF. 

 

O local é considerado ideal para atividade, pois possui todas as características sanitárias e ambientais para a instalação do frigorífico, inclusive já haviam projetos neste sentido que foram elaborados na época.

 

Segundo as informações da secretária as conversas para aquisição do local estão bem adiantadas, existe um PL sendo elaborado junto ao legislativo para que o terreno possa ser adquirido. Também foi realizada uma reunião com os vereadores, falando sobre essa necessidade e a resposta deles foi bem positiva. 

 

A prefeitura vai fazer a aquisição do terreno independente da negociação que está em andamento der certo ou não, como o local é o ideal para instalação. Caso não exista acordo os interessados devem buscar outras opções no mercado para atender essa demanda. 

 

Segundo informações extraoficiais, com fontes ligadas ao setor, existe a confiança em um acordo positivo com a União Avícola, mas as negociações ficaram paralisadas devido a uma possível fusão entre BRF e Marfrig, duas gigantes do setor, que acabou não acontecendo. 

 

Com o desfecho da situação as conversas estão sendo retomadas e é possível que em breve exista a confirmação, ou não, do investimento.       

 

 

Da redação com Informações do Canal Rural 

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