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Sexta-feira, 02 de Março de 2018, 20h:53

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Primavera ocupa o 4º lugar no índice de alfabetização de Mato Grosso

Pouco mais de 44 mil pessoas da população de Primavera possuem mais de 15 anos. Desse total, 1.713 (4%) não sabem ler e escrever.


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Ítalo Berto

Pouco mais de 44 mil pessoas da população de Primavera do Leste possuem mais de 15 anos. Desse total, 1.713 (4%) não sabem ler e escrever. Esses dados da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) colocam a cidade em 4ª colocação no índice de alfabetização dos municípios do Estado de Mato Grosso.

O menor índice de analfabetos do Estado foi encontrado em Lucas do Rio Verde. Por lá são 1.037 (2,7%) a quantidade de pessoas sem alfabetização. Em segundo lugar na lista vem Nova Mutum. Nesta cidade 844 pessoas não sabem ler e escrever, o que representa um percentual de 3,2% da população. E antes de Primavera do Leste ocupa o 3º lugar no ranking a capital. Cuiabá tem 16.832 pessoas sem alfabetização, ou seja, 3,6%.

Com relação às cidades próximas de Primavera do Leste é possível perceber que a quantidade de analfabetos está bem alta nas cidades vizinhas. Poxoréu possui 14% da população analfabeta, com um número de 2.056 pessoas. Já em Paranatinga a porcentagem que representa a taxa de analfabetismo é 9,6% (1.496 pessoas). Barra do Garças, que possui praticamente a mesma quantidade populacional de Primavera do Leste, apresenta um total de 2.905 (6,1%) pessoas analfabetas, e Campo Verde tem 1.360 analfabetos, o que representa 5,3% da população.

Todo o Estado possui mais de 171 mil analfabetos, quase a população suficiente para encher três cidades do porte de Primavera do Leste. É importante reforçar que os dados são baseados na população acima de 15 anos de cada município.

 

ESTADO DIVULGA PROJETO PARA COMBATER A ANALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO

Visando implantar ações conjuntas que assegurem a alfabetização de pessoas jovens, adultas e idosas de Mato Grosso, o governo do Estado publicou nesta quinta-feira (1), por meio da Seduc, no Diário Oficial, o edital que estabelece as normas para a realização do programa “Maxirum da Alfabetização”.

De acordo com o edital, este programa foi desenvolvido devido ao grande número de pessoas analfabetas, o que representa grande desafio a ser suprido pelo Estado de Mato Grosso. “Essa condição nega cidadania, exclui pessoas da sociedade e restringe a participação política, econômica e cultural de parte significativa da população”, diz trecho do documento.

Para isso a Seduc busca parceria com entidades privadas, sem fins lucrativos, como por exemplo, cooperativas, organizações religiosas e outros, para contribuir na realização do programa nas cidades do Estado.

Conforme o edital, o Estado dará subsídio para a formação de até 200 turmas de 8 a 10 alunos de zonas rurais e de 10 a 12 alunos da área urbana. Essas turmas deverão ser conduzidas por coordenadores e alfabetizadores.

Aos alfabetizadores o Estado concederá uma bolsa de R$ 500 por turma. Cada alfabetizador poderá assumir até duas turmas. Aos coordenadores a bolsa pode chegar a R$ 1500. A jornada de trabalho para os alfabetizadores deve ser de 2h30 ou 270 horas em até 108 dias, podendo ser distribuído nos três períodos. Já os coordenadores deverão trabalhar 20 horas por semana.

Para concorrer é necessário ter experiência em gestão ou alfabetização de jovens e adultos, possuir o curso de pedagogia, magistrado ou outra licenciatura. Os candidatos devem ter mais de 18 anos e não podem ter nenhum tipo de vínculo empregatício com outros órgãos públicos estaduais. Também será aceita a pessoa que participou do projeto piloto ou da 1ª etapa do Maxirum da Alfabetização.

Antes do início das inscrições, que estão previstas para ocorrerem de 2 a 30 de abril, as entidades dos municípios interessadas em cooperar com a diminuição da taxa de analfabetismo de Primavera do Leste ou de outros municípios precisam encaminhar a proposta para a Seduc, até o dia 13 deste mês, para assim a Secretaria abrir vagas para o município.

 

REALIDADE DO ANALFABETISMO NO BRASIL

O último estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro de 2017 mostra que em 2016 a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais no Brasil foi estimada em 7,2% (11,8 milhões de analfabetos). Esse percentual apresentou relação direta com a faixa etária, aumentando à medida que a idade avançava, até atingir 20,4% entre as pessoas com mais de 60 anos.

A meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionada em 2014, previa a redução da taxa de analfabetismo para 6,5%, em 2015 no país, o que não foi alcançado, conforme mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016, do IBGE.

A taxa de analfabetismo para as pessoas pretas ou pardas (9,9%) - nomenclatura usada pelo IBGE - foi mais que o dobro da observada entre as pessoas brancas (4,2%) em todas as regiões do país.

Segundo o IBGE, o Nordeste apresentou a maior taxa de analfabetismo (14,8%), índice quase quatro vezes maior do que as taxas estimadas para o Sudeste (3,8%) e o Sul (3,6%). No Norte, a taxa foi 8,5% e no Centro-Oeste, 5,7%. A meta 9 do PNE para 2015 só foi atingida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

No país, a taxa de analfabetismo para os homens de 15 anos ou mais de idade foi 7,4% e para as mulheres, 7%.

De acordo com a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Helena Oliveira Monteiro, a pesquisa mostra a continuidade das diferenças regionais e a desigualdade por cor ou raça. “Historicamente, pessoas brancas têm mais acesso à escola. Isso está associado à renda, que produz maior oportunidade de acesso ao ensino”, disse a pesquisadora.

 

NÍVEL DE INSTRUÇÃO

No Brasil, 51% da população de 25 anos ou mais tinham até o ensino fundamental completo ou equivalente em 2016; 26,3%, o ensino médio completo, e 15,3%, o superior completo.

Considerando a cor ou raça, as diferenças no nível de instrução são significativas: enquanto 7,3% das pessoas brancas não tinham instrução, 14,7% das pessoas pretas ou pardas estavam nesse grupo. Situação inversa ocorreu no nível superior completo: 22,2% das pessoas brancas tinham esse nível de instrução, ao passo que entre as pretas ou pardas a proporção era de 8,8%.

Em 2016 o número médio de anos de estudo das pessoas com 25 anos ou mais foi oito. As regiões Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, com 6,7 anos e 7,4 anos respectivamente, enquanto as regiões Sul (8,3 anos), Centro-Oeste (8,3 anos) e Sudeste (8,8 anos) situaram-se acima da média.

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