SÉRIE: CADA PONTO TEM SEU CONTO /

Quinta-feira, 20 de Abril de 2017, 19h:16

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Ser trabalhador e honesto são alguns ensinamentos que Élio Castelli deixou aos filhos


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Pérsio Souza

Há ruas, bairros e praças municipais com nome de pessoas falecidas que tiveram notoriedade para Primavera do Leste e influenciaram diretamente para o crescimento da cidade. Mas quem são essas pessoas?

O Diário dá sequência à série “Cada ponto tem seu conto” com o objetivo de contar quem são essas pessoas e qual a importância delas para o município.

 

A Praça “Élio Castelli”, localizada entre a Avenida Das Orquídeas com a Rua Aguapé, localizada no Conjunto Residencial Nossa Senhora Aparecida, teve o projeto aprovado em 11 de maio de 1999. O local conta com academia para idosos, parquinho de areia, iluminação e os bancos para as famílias poderem ter um local de lazer.

Élio Castelli nasceu em 10 de fevereiro de 1938, em Iraí – Rio Grande do Sul. Ele foi casado com Terezinha de Lurdes Castelli e teve quatro filhos: Maristela Angelina Castelli, Marieli Castelli, Edson Luiz Castelli e Maira Terezinha Casatelli, que já faleceu.

Castelli se mudou para Primavera do Leste no ano de 1984, com o objetivo de construir uma rodoviária para o município, mas por alguns problemas, não foi possível. Desta forma, ele investiu no ramo da hotelaria e adquiriu o Hotel Castelli, que pertence à família há 33 anos. 

Edson conta que o hotel da família é considerado o mais antigo da cidade, mas antes de vir para Primavera, Élio trabalhou como caminhoneiro durante 35 anos, e em busca de uma vida melhor para família veio para Primavera.

“É justo  receber essa homenagem, pelo que o passou. Viemos do Rio Grande do Sul, foram três dias de viagem. Meu pai acreditou e investiu no município. Acreditou aqui e essas pessoas que tiveram fé em Primavera, os pioneiros, devem ser considerados heróis, porque não tinha asfalto, nada. Quem tem vontade de crescer e fica aqui, tem oportunidade”, ressalta o filho.

Edson conta que no início de Primavera não havia nada, mas todos eram muito unidos. “As pessoas se ajudavam mais, sempre um dando apoio ao outro. Hoje cada um cuida do que é seu, não se envolve tanto com os outros. Para nós foi ótimo, viemos trabalhar e fomos cuidando”, explica.

Ele ainda conta que após alguns anos voltou ao Rio Grande do Sul para estudar, pois não havia esta oportunidade aqui. “Fui embora e voltei para Primavera após o falecimento do meu pai, pois tinha que ajudar minha mãe”, afirma.

Élio Castelli gostava de sentar na área do hotel, ver o movimento e conversar com os hospedes. “Ele era uma pessoa muito comunicativa, gostava de conversar, investir tanto é que continuamos com a história viva”, pontua.

“Meu pai trabalhou a vida inteira e os ensinamentos que ele deixou para nossa família é de sermos sempre trabalhadores e honestos, essa foi a maior lição que deixou para nós. 

O hotel que é algo da família aos 78 anos, Terezinha continua trabalhando, mantém toda a história, desde o início do local, porém, é necessário realizar adaptações, mas Edson destaca que a essência sempre continuará.

Castelli faleceu em 1998, aos 61 anos de parada cardíaca, mas ele deixou o legado e bons ensinamentos aos filhos.

 

A Praça “Élio Casatelli” atualmente não possui mais a placa com o nome e os vereadores, solicitaram no mês de março deste ano uma reforma no local, já que encontra-se parcialmente abandonado

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