CADA PONTO TEM SEU CONTO /

Sexta-feira, 12 de Maio de 2017, 07h:00

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Geraldino Luchese é lembrado por ser um homem justo e trabalhador


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Pérsio Souza

Há ruas, bairros e praças municipais com nome de pessoas falecidas que tiveram notoriedade para Primavera do Leste e influenciaram diretamente para o crescimento dela. Mas quem são essas pessoas?

O Diário dá sequência à série:

 “Cada ponto tem seu conto”, com o objetivo de contar quem são essas pessoas e qual a importância delas para o município.

 

A Praça Geraldino Emílio Luchese localizada na Avenida Florianópolis, no bairro Parque Eldorado foi criada a partir do projeto de Lei nº 1.608, aprovado em 16 de Dezembro de 2015. O local dispõe de pista de caminhada, academia para idosos, quadra de areia, parque para crianças na areia, bancos e iluminação pública.

Geraldino Emílio Luchese nasceu em 15 de novembro de 1924, em Alfredo Chaves, no Rio Grande do Sul. Aos 17 anos, ele mudou-se para Água Doce, em Santa Catarina com os pais e irmãos. Na época, ele e os irmãos constituíram uma serraria, e Geraldino dividia o tempo entre a empresa e à função de agricultor.

Em meados dos anos 50, Geraldino se casou com Josephina Gemelli e tiveram três filhos: Terezinha, Marlene e Leone Luchese. Porém, na década de 60, ficou viúvo.

Junto com seus outros dois irmãos, Franscisco e Guilherme, no ano de 1958, compraram terrenos agrícolas em Mato Grosso, na região que viria a se tornar Primavera do Leste.

Por volta de 1976, Geraldino decidiu sair de Santa Catarina e mudar-se definitivamente para Mato Grosso, onde esteve disposto a investir. Em um local que não havia nada, ele conseguiu ver um futuro melhor. A partir daí, Luchese começou a investir mais na agricultura da região. “Com coragem, vontade de trabalhar e o espírito de empreendedor, mesmo não sabendo ler e nem escrever, queria um futuro melhor para os filhos”, conta o Leone.

Os filhos ainda relatam que foram muitas lutas e trabalho pesado. Apesar dos medos e incertezas, a família apostava toda a confiança em um futuro promissor na região. “Ele sempre se espantava com o tamanho crescimento da cidade e quando conhecia alguém, gostava de compartilhar as histórias de vida que passou por aqui”, relata o neto Diogo.

Geraldino é lembrado por todos por ser uma pessoa muito severa, mas justo e cumpridor dos deveres. “Sempre foi um homem modesto e discreto, mas gostava muito de participar das festas e churrascos que haviam no município junto com a família. Tudo o que ele mais gostava, era cultivar árvores frutíferas, ele sabia que daquela semente que ele plantava e cuidava, outras pessoas poderiam se beneficiar do fruto”, ressalta Leone.

Luchese faleceu no dia 1º de março de 2010, aos 85 anos, por um acidente vascular cerebral. Porém, deixou o legado de honestidade e seriedade, e de que a recompensa para quem trabalha e acredita, um dia será alcançada.

Geraldini deixou os três filhos, oito netos e seis bisnetos. Todos da família Luchese se sentem muito honrados e agradecidos em receber uma homenagem com o nome em uma praça. “Um verdadeiro presente ficará no coração de todos nós. Olhar para a praça, é lembrar da luta que a família enfrentou até chegar aqui e saber que deixamos nossa história para com esta sociedade”, finaliza Leone.

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