SÉRIE: CADA PONTO TEM SEU CONTO /

Sexta-feira, 19 de Maio de 2017, 07h:00

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Conheça a história de João Osmar Crespani

Ele é lembrado por ser um homem visionário, família e sempre disposto para ajudar. A Praça que leva o seu nome fica localizada no centro da cidade


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Pérsio Souza

Há ruas, bairros e praças municipais com nome de pessoas falecidas que tiveram notoriedade para Primavera do Leste e influenciaram diretamente para o crescimento da cidade. Mas quem são essas pessoas?

O Diário dá sequência à série “Cada ponto tem seu conto” com o objetivo de contar quem são essas pessoas e qual a importância delas para o município.

 

A Praça João Osmar dos Santos Crespani foi criada através do projeto de lei nº 377, em 7 de junho de 1996 e fica localizada na Rua Rio de Janeiro, ao lado do Posto de Saúde Osvaldo Cruz, na área central da cidade.

João Osmar dos Santos Crespani nasceu em 14/09/1950 em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Osmar Crespani veio para Primavera do Leste no início da década de 80, pois o cunhado estava comprando um armazém no município de compra de cereais e ele veio para gerenciar a unidade, onde hoje é o Alvorada.

No final de 1982 para o início de 1983, o restante da família se mudou para Primavera, onde residem até hoje. Ele se casou com Nedi Sucolotti e tiveram quatro filhos: Ana Cristina, Giovani, Tiago e Felipe.

O filho Felipe Crespani conta que o pai ficou por alguns anos como gerente na unidade de cereais, mas depois acabou comprando um restaurante e churrascaria, que na época se chamava “Espeto de Ouro”, e começou a tocar o estabelecimento. “Como meu pai era conhecido da Cerealista Júnior, todo mundo ia almoçar lá e chamava ele de Júnior e acabou pegando o apelido. Após isto, ele mudou o nome do local para Júnior”, conta.

Com um olhar visionário, na década de 90, Crespani comprou o Hotel Primavera e posteriormente, o terreno onde hoje é o Hotel Júnior e começou a construção do prédio. “O que ele construiu foi a primeira obra grande cidade, tinha o apoio da sociedade, fez tudo moderno para aquela época. Ele era bem visionário e bem-querido pelas pessoas”, relembra o filho.

Ana Cristina lembra que o pai sempre foi um homem honesto, trabalhador, visionário e cheio de valores, e tinha um imenso amor pela família, pelo trabalho e pelas pessoas a sua volta. “Ele acreditou em Primavera, mesmo diante das dificuldades, lutou para viver, pois amava a vida. O maior legado que ele deixou para nós, é o amor pelo trabalho e pelas pessoas. Foi um homem que sempre gostou de servir, tratava a todos com respeito e valorizava o ser humano. Foi nosso grande amigo, herói e exemplo de vida”, ressalta a filha. 

Lembrado por ser extremamente comunicativo e amigo, Felipe afirma que até hoje as pessoas se lembram dele com saudosismo, pois era um homem receptivo, participava da sociedade primaverense, organizava movimentos, e claro, gostava de ir ao estádio assistir o futebol, não perdia os jogos do Juventude.

O filho Giovani pontua que o pai tinha Primavera como a cidade ideal para formar a vida e a família. “Ele via oportunidades e quando não as tinha, criava. Ele era um ser humano inesquecível, pois até hoje onde vamos ouvimos falar com saudades e respeito do sr. Osmar Crespani”, descreve.

“Durante os 15 anos que viveu em Primavera colecionou apenas amigos, clientes e boas lembranças de todos. Era um patrão exigente, mas muito querido e respeitado. Teve entre seus colaboradores o Amiltom (CarretaGrill), Juca Ortiz (Posto Ipiranga) entre outros que tanto colaboraram para o sucesso de seus empreendimentos e que tem grande estima e saudosismo até hoje. Tinha uma visão muito avançada de Primavera, era grande incentivador de todos que chegavam ao município, para que se estabelecessem aqui, trouxessem suas famílias e montassem aqui sua empresas e negócios. Tinha muito gosto por receber as pessoas, gostava muito de conversar e dar atenção a todos”, afirma o filho Tiago.

Para os filhos, os maiores ensinamentos deixado pelo pai, é que todos devem ser pessoas de palavra e cumprir tudo aquilo que fala, ser trabalhador, escutar mais e falar menos.

“Falar dele com algum familiar é algo fácil, pois todos gostavam dele, mas o que me alegra é conversar com outras pessoas que eram amigos da época, pessoas que moravam aqui e muitos se emocionam ao falar do meu pai. O carinho que ainda possuem por ele, pela pessoa que foi e por acreditar na cidade, é muito gratificante”, relata Felipe. 

Giovani ainda acrescenta que o pai, Osmar Crespani, tinha como hobby tocar gaita, jogar caxeta e estar com a família.

Ele faleceu em 22 de setembro de 1995, vítima de um câncer no estômago aos 44 anos. “Ele nos deixou tão cedo, ainda quando seus sonhos estavam no início da realização. Uma perca inestimável, pois tinha tanto a nos ensinar com sua visão do mundo”, pontua a filha.

Para Ana, a praça foi um presente do município para a família, como reconhecimento pelo o que ele fez e o amor que tinha pela cidade. “Uma forma de ficar guardado o nome dele para sempre”, diz.

Para Felipe, é uma homenagem linda e justa, pois ele acreditou em um lugar que não havia telefonia, sem infraestrutura de hospitais e tudo era muito difícil. “Acredito que os pioneiros da cidade deveriam ser mais lembrados, pois muitos não sabem de suas histórias, e da importância da pessoa, deveriam reconhecer mais isto. Mas é uma homenagem muito linda ao nosso pai”, finaliza.

 

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