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Terça-feira, 04 de Abril de 2017, 07h:00

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Vândalos atacam cemitério de Primavera

Os baderneiros, assim como qualquer pessoa, têm acesso livre à necrópole já que o local é aberto e sem nenhum vigia


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Ítalo Berto

Perder alguém da família não é fácil, um acontecimento que ninguém deseja. Mas lhe dar com o desrespeito ocasionado por vândalos, ao ir visitar um ente querido no cemitério, pode ser mais um motivo para derramar lágrimas àqueles que sofrem com a ausência de quem ama. Isso foi o que a equipe do O Diário presenciou nesta última segunda-feira (3), no Cemitério Parque de Primavera do Leste.

O empresário José Neri Camargo Atinus, 44, pai de um jovem que perdeu a vida com 23 anos, após um trágico acidente de carro, em 3 de janeiro de 2016,  ainda luta para se conformar com a morte do filho. Mas agora, o que ele mais deseja, é que  o poder público municipal tome algum tipo de atitude com relação ao novo cemitério, que segundo o ponto de vista dele, está abandonado.

O túmulo do filho de Neri é um dos que encontram-se depredados. Vidros foram quebradas, cruzes arrancadas e até mesmo os quadros com fotos dos sepultados fazem parte do cenário deixado pelos vândalos. Os baderneiros, assim como qualquer pessoa, têm acesso livre à necrópole já que o local é aberto e sem nenhum vigia noturno.

Manter o túmulo do filho com boa aparência é tão importante para o empresário, que ele já pediu para que os reparos fossem realizados. “Não é pelo dinheiro, é pela consideração, isso tinha que se monitorado”, afirma o pai, emocionado.

Além da falta de segurança, enquanto cidadão que arca com os devidos tributos municipais, José cobra: “água, banheiro e cobertura. Quem vem visitar ou sepultar  um ente tem que ficar exposto à chuva e sol, porque a tenda colocada aqui é pequena, e muitas vezes com sede e vontade de usar o banheiro”, destacou Neri.

O cemitério fica a cerca de 5 quilômetros da cidade. A localização não é fácil, não existe sinalização na entrada, em frente a Cibe, na MT-130. Até mesmo a reportagem teve dificuldade para chegar no local.

“Eu penso em quem não tem meio de locomoção, como fazer para fazer uma visita, já que a cidade não tem transporte público que chegue até aqui, a prefeitura não cede ônibus e serviço de táxi na cidade é caro?”, questiona Néri.

Os únicos trabalhos observados pela equipe do O Diário que diferencia o cemitério de quando ele foi inaugurado, é que parte da estrada que liga a MT-130 à Necrópole está asfaltada. E também, em média de 10 profissionais, enviados pela Secretaria de Obras, trabalham para manter a limpeza do cemitério.

 

 

1 Comentário(s)
À poucos dias conheci o Cemitério novo, saída para Paranatinga,quando fomos enterrar um grande amigo nosso.Gostaria de fazer algumas considerações: Seguindo pela MT130, faltam placas de sinalização, chegando ao local,é visível a falta de estrutura , local aberto com acesso livre, murro e tela danificados,parece que foi com arado ou grade, os funcionários da Prefeitura que prestaram serviço na hora do enterro, sem preparo nenhum. Retornei triste e decepcionado . Primavera é uma cidade onde não se pode fazer as coisas pela metade ou mal feita,tem que fazer projetando 10 anos pra frente,tudo.
enviado por: Cidadão Primaverense em 04/04/2017 às 08:40:33
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Voce gostaria que a MT-130 até Paranatinga fosse privatizada?
Sim
Não
Tanto faz