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Terça-feira, 28 de Março de 2017, 07h:38

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Prefeitura convoca psiquiatra aprovado em concurso público

Os atendimentos no Núcleo de Saúde Mental foram suspensos após o profissional responsável pela ala psiquiatra sair de férias


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Jaqueline Hatamoto

O  problema de aproximadamente 1000 pacientes do Núcleo de Saúde Mental de Primavera do Leste pode está próximo de chegar ao fim. Depois de anunciar que levaria os pacientes a Rondonópolis para consultas com psiquiatra, a Secretaria de Saúde voltou atrás e convocou o profissional aprovado no concurso realizado em 2015. O edital de convocação já foi publicado no dia 17 deste mês e de acordo com a  Assessoria de Imprensa, o processo de contratação já está em fase avançada. “Caso o médico não assuma até a próxima semana, ai sim os pacientes serão encaminhados para Rondonópolis”, disse a prefeitura.

Em relação aos pacientes que estão com dificuldades para adquirir medicamentos, pois as receitas estão vencidas,  a orientação é que o paciente procure o Núcleo de Saúde Mental e solicite um encaminhamento, assim poderá ir a uma Estratégia Saúde da Familiar (ESF), que o médico do local emitirá uma nova receita. Vale ressaltar que a medida é paliativa, até que o médico psiquiatra assuma a vaga.

 

RELEMBRE O CASO

Os atendimentos no Núcleo de Saúde Mental foram suspensos após  o profissional responsável pela ala psiquiatra sair de férias, como não há outro profissional para substituí-lo os 400 pacientes em tratamento e os outro 600 que aguardam na fila de espera ficaram sem ter onde buscar ajuda.

Marilei Terezinha Carlini denunciou o problema ao jornal O Diário. A mãe dela, de 87 anos, está aguardando na fila há um ano, e segue sem previsão de atendimento. Ela ainda ressalta que outros pacientes estão com dificuldades até para conseguir novas receitas. “Eles simplesmente tiraram o médico, e até o momento não tem ninguém que possa substituir. Minha mãe foi diagnosticada com um quadro de demência gravíssimo, mas ela não é a única, têm pacientes que não estão conseguindo liberar receitas”, desabafou.

Carlini destaca que, para não deixar a mãe sem tratamento, a família se une para custear atendimento particular e um imóvel precisou ser vendido.

 

O pai de outro paciente, que pediu para não ser identificado, relatou que a receita do filho venceu e que para conseguir outra, precisou pagar a consulta. “No meu caso consegui pagar, mas e quem não tem condições? Fica sem medicamentos?” questionou.                         

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