SEM SORO /

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017, 07h:00

A | A | A

Governo controla soros antiofídicos; em caso de acidentes, primaverenses são encaminhados para Rondonópolis

Até o dia 27 de julho deste ano, segundo o relatório da Vigilância Epidemiológica Municipal, foram confirmados 17 casos envolvendo animais peçonhentos


Imagem de Capa
Pérsio Souza

Os acidentes envolvendo animais peçonhentos em Primavera do Leste, tem um número baixo, levando em consideração que trata-se de  um município rodeado por fazendas e grandes áreas de preservação. Até o dia 27 de julho deste ano, segundo o relatório da Vigilância Epidemiológica Municipal, foram confirmados 17 casos.

Destes casos confirmados, foram: 13 com serpentes, dois com aranha e dois com escorpião. Mesmo se tratando de ocorrência evitáveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu os acidentes com animais peçonhentos, especialmente as cobras, na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria dos casos, populações pobres em áreas rurais.

Segundo informações da Vigilância Epidemiológica do município, o Estado controla a distribuição do soro antiofídico e manda às cidades apenas sob avaliação criteriosa. A regional continua sendo em Rondonópolis, portanto, todos casos que aparecem, são encaminhados para lá.

Houve uma redução na distribuição de doses de soro antiofídico repassadas para Mato Grosso pelo Ministério da Saúde. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), as doses do medicamento estão sendo encaminhadas para as regiões com maior número de casos de picadas de cobra. Atualmente, 1.100 ampolas são distribuídas para todo o estado.

Nesta terça-feira (8), a SES divulgou a seguinte nota: “De acordo com o Ministério da Saúde a produção de Soros vem sendo feita de forma parcial e isso reflete no desabastecimento nas unidades de saúde nos municípios.

A produção tem sido realizada de forma parcial, devido à suspensão da produção da Fundação Ezequiel Dias (Funed) para cumprir as normas definidas por meio das Boas Práticas de Fabricação (BPF) exigidas pela Anvisa.

Para Mato Grosso, Estado com grande vocação agropecuária, grandes extensões de fazendas e muitos trabalhadores em áreas rurais e assentamentos, a falta de soros é muito preocupante, de acordo com a coordenação da Vigilância Epidemiológica da SES/MT.

Os Soros antivenenos (para picadas de cobras e de aracnídeos) são distribuídos conforme análise criteriosa realizada pela Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses do Ministério da Saúde considerando a situação epidemiológica dos acidentes por animais peçonhentos, as ampolas utilizadas em cada Unidade da Federação, bem como os estoques nacional e estaduais de imunobiológicos disponíveis e, também, o cronograma de entregas a serem realizadas pelos laboratórios produtores”, esclarece.

 

CIÊNCIA

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu, desenvolveram um soro contra a picada de abelhas e o primeiro teste em pessoa foi realizado em março deste ano. 

O antídoto foi desenvolvido contra picadas de abelhas africanizadas, as mais comuns no Brasil. O soro é aplicado na veia. Cerca de 10 mililitros trazem uma quantidade de anticorpos capaz de neutralizar os problemas causados pelas picadas de 100 abelhas.

De acordo com um relatório postado na edição de março da publicação internacional do Cevap indica que o número de acidentes e mortes causadas por essas abelhas vem crescendo no país.

A vítima que levou mais de 400 ferroadas e o marido dela, que teve mais de 60, receberam o soro e se recuperaram bem. 

 

 

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!