INFRAÇÕES /

Quinta-feira, 18 de Maio de 2017, 07h:31

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Em cinco meses mais de 1787 autuações foram aplicadas no município

Mais de 36% das infrações são por não utilizar o cinto de segurança, estacionar em local proibido e utilizar o celular enquanto dirige.


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Pérsio Souza

Para tentar evitar o aumento no número de acidentes e que haja um fluxo melhor, os agentes da CMTU estão constantemente nas principais Ruas e Avenidas da cidade. Porém, o que dificulta o trabalho, é o número reduzido de servidores. São apenas oito fiscais para cuidar de uma frota de 51.483 veículos. 

“Os agentes estão sempre nas ruas, orientam a população e autuam os condutores que estão de maneira irregular perante o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Infelizmente as pessoas só sentem na dor e muitas vezes não é só no bolso”, pontua Romualdo.

Conforme dados repassados pela CMTU no período de 01/01/2017 a 10/05/2017, foram emitidas 1.787 autuações entre Notificação de Autuação e de Penalidade.

Das 1.787 autuações, três delas aparecem com mais frequência que totalizam 650 das infrações, ou seja, mais de 36% do total. São elas: 303 por não utilizar o cinto de segurança; 230 por estacionar em local proibido; e 117 por dirigir enquanto utilizam o celular.

 

VEÍCULOS APREENDIDOS

 

O recolhimento do veículo por parte das autoridades de trânsito é feito de duas maneiras: retenção e remoção.

A retenção acontece quando o condutor está sem habilitação ou se for algo fácil de sanar, como insulfilm não permitido aplicado nos vidros, outro condutor pode buscar o veículo, já o insulfilm pode ser retirado e, assim, o veículo pode voltar à circulação após o condutor será advertido.

Nos casos de remoção, o veículo é retirado de circulação e é destinado para o Pátio da Ciretran. Isso acontece quando o veículo apresenta irregularidades que não podem ser sanadas no local, como por exemplo: falta de pagamento de licenciamento, seguro obrigatório ou multas acumuladas.

De acordo com a chefe da 40ª Ciretran, o Pátio possui uma média de 700 veículos, sendo: 100 carros e 600 motocicletas. “Estipulamos dois dias da semana para a entrada de veículos aqui, são as segundas e quintas. Geralmente são mais motocicletas apreendidas e não há um número específico de entrada, pode variar de dois a vinte veículos”, pontua Lenice Freitas.

Dos 700 veículos do Pátio, 387 motocicletas e 48 carros serão levados para a prensa no mês de julho.

Da mesma forma que há uma entrada grande de veículos, Lenice ressalta que também há saída, pois com as Blitz educativas, a população está buscando regularizar a documentação dos carros e motocicletas. “Aumentou em média de 50% para deixar os documentos em dia. E esse dinheiro volta para o município depois, que até fevereiro foi quase R$ 2 milhões e metade do valor retorna para a cidade”, finaliza.

MORTES NO TRÂNSITO

Em menos de seis meses, nossa equipe conseguiu contabilizar três mortes que ocorreram no trânsito de Primavera. Isso porque não foram contabilizados os que acontecem na BR-070 e na MT-130.

Em Primavera, no dia 7 de maio, após 29 dias internado, Diego Antônio Vieira, morreu depois de  um grave acidente, ocorrido no início de abril. O jovem estava em motocicleta, na contramão, a noite e com os faróis apagados. O condutor do outro veículo não viu o jovem e vieram a colidir.

Em dezembro de 2016, Lindamir Caetano Purin, 61, morreu após ser atropelada enquanto atravessa a faixa de pedestre. Ela chegou a ficar 13 dias internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O condutor do veículo alegou que não olhou para o lado.

Também em dezembro, Leandro Nascimento Feitosa, 28, morreu após 42 dias na UTI Geral, em Cuiabá. Ele estava em coma induzido e com várias fraturas no corpo. O jovem chegou a tomar cerca de 10 bolsas de sangue por dia. 

Leandro foi vítima de um acidente em uma madrugada, próximo ao lago municipal. Ele voltava do trabalho no momento em que motorista do veículo invadiu a pista contrária, colidiu com o motociclista e o arrastou até bater em um poste. O condutor do carro estava embriagado.

 

RESPONSABILIDADE

 

 

O Art. 1º do CTB, no parágrafo 2º   diz que: “O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito”. Já o 3º explica que: “os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.” Ou seja, O condutor do veículo deve assegurar pela própria vida e do pedestres. Porém, também é dever do Poder Público manter a sinalização na cidade como: placas nos lugares corretos, a faixa de pedestre estar pintada, cuidar da fiscalização e realizar as devidas manutenções nas ruas.

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