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Sexta-feira, 10 de Maio de 2019, 17h:17

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População usa redes sociais para reclamar de falta de medicamento na farmácia municipal

Secretaria de Saúde garante que alguns medicamentos essenciais já chegaram


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Jaqueline Hatamoto

Falta de repasse para a compra de medicamentos e licitações desertas, essas foram algumas das explicações dadas pela Secretaria de Saúde de Primavera do Leste para justificar à falta de medicamentos em farmácias municipais. O Diário entrou em contato com o órgão, após ter acesso a diversas reclamações.

A falta de medicamento também foi citada pelos vereadores de Primavera do Leste, em duas sessões seguidas. “O que adianta o projeto “Eu amo meu Bairro” se está faltando medicamento?”, disse o vereador Antônio Marcos, o Piru. Já o vereador Luis Costa e Carlos Instrutor foram na farmácia municipal e constataram a falta de medicamento. “Está realmente faltando medicamento, não tem medicações básicas”, ressaltou Costa.

Moradores utilizaram as redes sociais para reclamar da falta de medicamentos básicos, como Nimisulida e Captopril. “Fui hoje a farmácia e não tinha medicamento, nem nimisulida, que é barato tinha”, disse uma moradora. Outro morador postou uma foto de uma receita e disse que nenhum dos medicamentos foi encontrado na farmácia municipal.

Para saber o motivo da falta de remédios e se havia uma data prevista para resolução do problema, entramos em contato com o Poder Executivo que, através de nota encaminhada pela Assessoria de Imprensa, respondeu que os repasses referentes aos meses de abril a dezembro de 2018 não foram feitos pelo governo do estado. O valor da dívida é de R$ 124 mil. Outro fator que colaborou para que os medicamentos não fossem comprados é que as licitações realizadas para compra de 70% de medicamentos foram desertas.

Um outro problema apontado refere-se a logística, uma vez que “Alguns laboratórios que venceram o pregão são de Estados distantes, como Paraná, por exemplo, e a prefeitura aguarda a chegada dessas medicações”, diz parte da nota.

O processo de compra de medicamentos é bastante demorado, já que trâmites legais exigem a apresentação de três orçamentos de cada item que compõe a lista de medicação. Mas em nota, a Secretaria garante que “trabalha para a realização de mais um pregão abrangendo os demais itens que fracassaram no pregão anterior”.

Apesar disso, a Secretaria de Saúde garante que alguns medicamentos básicos já chegaram e estão à disposição da população nas farmácias municipais. “Alguns medicamentos essenciais que estavam faltando, como de pressão alta, diabetes, anti-inflamatórios e antibióticos já chegaram”.

A Secretaria de Saúde, ressalta ainda que “A gestão ampliou de uma para três o número de farmácias municipais. Agora, moradores do Primavera III e São José não precisam mais se deslocar até o Centro para a retirada de remédios gratuitos”.  Dentro dos procedimentos legais trabalha para manter as farmácias sempre abastecidas.

 

LEVANTAMENTO APONTA 191 MIL PESSOAS CADASTRADAS EM FARMÁCIA MUNICIPAL

De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Saúde, em 2018, a Farmácia Municipal possui 191 mil pessoas cadastradas. Um número três vezes maior em relação ao número de habitantes da cidade que segundo o IBGE é de um pouco mais de 60 mil habitantes.

A principal dificuldade encontrada pelo poder público para “filtrar” moradores de outras cidades que utilizam o serviço de saúde pública em Primavera do Leste,  está nos próprios moradores da cidade, que muitas vezes cedem comprovantes de residência para pessoas de fora consultarem e realizarem outros procedimentos no município, assim o controle de saúde não consegue ter noção do número de atendimentos prestados a pessoas que moram em outras cidades, já que essas apresentam comprovantes de residência.

Entre as medidas tomadas no ano passado para evitar que pessoas de outros municípios retirem remédio da farmácia municipal, estão: Pessoas que procuram a farmácia municipal e que possuem receitas e cartão do SUS de outras cidades não estão tendo acesso aos medicamentos e receitas emitidas em consultórios particulares também não são aceitas.

De acordo com levantamento feito, por dia 400 atendimentos são realizados na farmácia municipal pelas 11 servidoras que trabalham no local.

 

NOTA NA ÍNTEGRA

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, esclarece que a falta de remédios provém de duas situações: a falta de repasse para compra de medicações da farmácia básica, que deveria ter sido enviado pelo governo do Estado entre os meses de abril e dezembro de 2018, o que ultrapassa o valor de R$ 124 mil em déficit; e o fato de cerca de 70% dos itens do pregão realizado desde maio de 2018, ter sido deserta.

Este pregão, com início em maio de 2018, teve a inclusão de quase 500 itens. Dos 30% dos itens aprovados (179 itens), a Prefeitura já realizou os pedidos. Alguns medicamentos essenciais que estavam faltando, como de pressão alta, diabetes, anti-inflamatórios e antibióticos já chegaram.

Alguns laboratórios que venceram o pregão são de Estados distantes, como Curitiba, por exemplo, e a prefeitura aguarda a chegada dessas medicações. Enquanto isso trabalha para a realização de mais um pregão abrangendo os demais itens que fracassaram no pregão anterior. Conforme os trâmites legais, a prefeitura precisa realizar até três orçamentos de cada item, o que explica a morosidade do processo.

Dentro dos procedimentos estabelecidos pela Lei, a Prefeitura trabalha no intuito de manter as farmácias abastecidas e mais acessíveis para a comunidade. A gestão ampliou de uma para três o número de farmácias municipais. Agora, moradores do Primavera III e São José não precisam mais se deslocar até o Centro para a retirada de remédios gratuitos.

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