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Sexta-feira, 18 de Maio de 2018, 07h:00

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Correios de Primavera do Leste está entre os piores do Estado

Nove carteiros são responsáveis por distribuir mais de sete mil correspondências


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Jaqueline Hatamoto

Primavera do Leste é considerada uma das piores cidades do estado de Mato Grosso quando o assunto é a entrega de correspondência. A informação foi repassada por Edmar Leite, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso, em entrevista ao Jornal O Diário, na noite de quarta-feira (16).

De acordo com Leite, moradores de 57% dos bairros de Primavera do Leste não recebem correspondências atualmente, e o restante quando recebe é atrasado. O motivo seria o baixo efetivo. Hoje, a cidade conta com dez carteiros, no entanto um está de licença, sobrando assim nove funcionários para fazer a distribuição das cartas que chegam.

Vale ressaltar que, por dia, chegam a Primavera mais de seis mil cartas comuns e em torno de 1.200 correspondências registradas e encomendas.

O volume grande, associado a precariedade dos prédios utilizados pela estatal na cidade, foi o que levou o presidente a classificar a situação da cidade como caótica.  “O problema é crítico. Faltam funcionários e o espaço físico do prédio é pequeno pelo volume de correspondências da cidade. Nós tínhamos há três anos 18 carteiros, hoje são nove na ativa e um de licença. A cidade cresceu muito e quantidade de funcionários diminuiu”, ressaltou Leite.

O representante do sindicato disse que tem procurado incansavelmente por representantes do Poder Público e órgãos responsáveis pela defesa dos trabalhadores para que intercedam a favor dos funcionários e também da população. “Já procuramos deputados que representam a cidade e os órgãos responsáveis. Essa luta não é de agora, começamos a alertar quando só 20 bairros não recebiam correspondências por falta de efetivo. Hoje a realidade é outra, o número de bairros aumentou, o de profissionais não acompanhou e nada foi feito até  o momento”, frisou.

 

PRIORIDADE DAS ENTREGAS

O volume grande das correspondências associado à falta de efetivo faz com que os funcionários tenham que priorizar o que vão entregar. “A prioridade são cartas registradas, sedex e encomendas. O resultado são cartas simples paradas há muito tempo que os carteiros não conseguem sequer separar por bairros.  Mesmo o que é prioritário não conseguem entregar no prazo e é nesta correspondência simples que estão as faturas, as contas e aquela carta tão esperada”, explicou o representante do Sindicato.

 

PRÉDIOS SEM ALVARÁ

Além do baixo efetivo, as condições dos prédios que abrigam as agências em Primavera do Leste são considerados inadequadas e os funcionários são submetidos a condições insalubres de trabalho. “O prédio não tem condições de trabalho é tudo amontoado, espaço físico é insuficiente, há um banheiro só e isso não permitido por lei que preconiza ao mínimo um banheiro feminino e um masculino. O prédio não tem alvará.  A própria forma de descarregamento das correspondências é feita com os funcionários escalando caixas.  Não há um galpão para descarregar e é feita na rua, o que coloca em riscos os funcionários e também as mercadorias”, frisou Edmar Leite.

 

COMO AJUDAR

Dado a essas condições caóticas, o sindicato lançou uma campanha batizada de a “Culpa não é do Carteiro”, que visa conscientizar a população sobre as condições de trabalho oferecidas aos profissionais, já que inúmeros casos de agressão verbal e física contra os carteiros já foram registradas, inclusive em Primavera do Leste. “Temos dados de clientes, inclusive de Primavera, que agridem o carteiro por conta da correspondência que chega com atraso. Agressão verbal é comum. Ninguém procura tentar ajudar a resolver o problema, acham que a culpa é do carteiro que não quer entregar”, explanou Leite.

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