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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019, 07h:00

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Comércios espalhados pelo brasil apostam na honestidade

Psicóloga e master coach falam sobre o que define o perfil


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Jaqueline Hatamoto

Bancas de autoatendimento que se espalham por diversas cidades, são locai sem que não há a presença do atendente, a pessoa escolhe o produto, paga por ele, o embala e vai embora.

Um exemplo desse tipo de “comércio”, é uma banca que fica na cidade de Tangará da Serra – MT, um comerciante adotou um sistema inusitado para vender legumes, verduras e frutas. Luiz Nascimento montou uma banca dos produtos e vende os legumes na base da confiança: o cliente escolhe o produto, deixa o dinheiro em um caixa improvisado e leva a compra. Nenhum atendente fica no local. O dono do estabelecimento diz que confia na honestidade dos clientes.

Segundo pesquisa feita pelo jornal o Diário, o modelo de comércio está presente nos mais variados locais, em Foz do Iguaçu, por exemplo, há um sebo dentro do aeroporto, em que a pessoa entra, escolhe o livro, paga e vai embora.

Nenhum dos comerciantes relataram terem tido prejuízos, e dizem que as pessoas precisam sim receber confiança.

Não encontramos em Primavera do Leste nenhum local que funcione como o citado acima, porém, a cidade de economia forte é conhecida no estado como uma das cidades em que as pessoas mais se ajudam e são generosas.

Neste caso a pergunta que não quer calar é : uma pessoa já nasce honesta?

A psicóloga Beatriz Rufatto, ressalta que há uma divergência entre pensadores e a ciência.  “Existem algumas correntes de pensadores, como Rousseua, que afirmam que as pessoas já nascem bondosas, caridosas e honestas. Já a ciência afirma que o ser humano molda seu caráter e personalidade ao longo da vida, mediante suas experiências e influências do meio em que vive. Ainda não é possível afirmar que um indivíduo nasça ou não honesto, mas sim que sua personalidade em conjunto com o meio podem torná-lo mais propenso ou não a praticar a honestidade”, frisou.

Ruffato destaca ainda que a honestidade e generosidade está ligada a fatores genéticos. “Pesquisas realizadas em Universidades dos Estados Unidos e de Israel, revelaram que pessoas que tem certas variantes do gene AVPR1a tem maior tendência ao altruísmo”.

Luciene Afonso é master coach e há algum tempo tem se dedicado em analisar o comportamento humano, ela destaca que ser honesto provoca nas pessoas a liberação do hormônio da  felicidade. “De acordo com o Neuroeconomista Paul Zack, a molécula da moralidade está ligada a  sensação de empatia entre as pessoas, sendo confiável honesto e gentil. E, sabendo que a empatia é movida à descarga de ocitocina no organismo podemos afirmar que: originalmente nos preocupamos com os outros, isso nos faz naturalmente criaturas morais, com comportamentos sociais positivos em relação ao próximo, o que colabora para a estabilidade das relações sociais”, explicou.

De acordo com a master coach, uma pessoa pode provocar na outra o desejo de ser honesta. “Vou dar um exemplo: Quando você chega em um ambiente em que existem várias pessoas dando gargalhadas sobre determinado assunto ao qual você não tem conhecimento. Mesmo não sabendo qual o motivo, você sorri e pergunta sobre o que estão falando ou qual é o motivo das risadas. A princípio você sorriu mesmo sem saber se falavam de algo engraçado. É o mesmo caso da molécula da moralidade, a ocitocina, que é produzida no cérebro e no sangue quando estimulada em nosso organismo, não dura mais que 3 minutos, por isso é preciso se auto motivar”, destacou.

 

PESQUISA

A revista  Reader’s Digest,  realizou uma avaliação de moradores de 16 cidades espalhadas ao redor do mundo, o objetivo era saber o quanto as pessoas eram honestas.  192 carteiras foram “esquecidas” em locais públicos e a ideia era saber quantas seriam devolvidas. Cada uma delas tinha o equivalente a 50 dólares, em moeda local, fotos da família e cartão de apresentação prossional com telefones.

Em primeiro lugar ficou a Finlândia com 15 carteiras devolvidas. Em segundo lugar, Mumbai, na India, com 13. Moscou, Varsóvia, Budapeste, Londres, NYC, Berlim, Amsterdam e Liubiana ficaram no meio.

Praga, Lisboa, Bucareste, Madri e Zurich aparecem na zona “de perigo” entre zero a quatro retornos. A única cidade brasileira que foi avaliada, o Rio de Janeiro, não ficou no cenário positivo: Apenas quatro carteiras foram devolvidas.

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