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Quarta-feira, 04 de Julho de 2018, 07h:00

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Percepções

Homofobia não é só o ato de agredir fisicamente ou psicologicamente o outro, mas sim qualquer ato de discriminação.


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Victor Zark – Estudante de Eletrotécnica – IFMT

Vivendo em pleno século XXI, percebemos a homofobia como uma forma de se colocar superior, seja causando medo e insegurança, seja por ódio ou forma de proteção.

Para compreendermos o que é homofobia, devemos refletir como se inicia tal ato. A homofobia em primeiro momento começa quando algumas pessoas percebem sua “diferença“ para com a comunidade heteronormativa. Sendo assim, iniciasse o ato de se denegrir, se humilhar ou de tentar mudar para que por alguns minutos possamos nos sentir mais “ iguais “ para com a “comunidade heteronormativa conservadora.”

A drag queen “Nanny People” em uma entrevista para o “SBT” no ano de “dois mil e treze“, diz, “Ser gay não é uma opção, mas sim uma imposição. Ser gay por opção é se condenar ao sofrimento. Desta forma, percebemos que optar por tal orientação é impossível, pois, diga – me, quem é o ser vivo que gosta de sofrer?”.

A mulher transexual “Paola Oliveira“ diz em uma matéria ao site “Clique F5“ no ano de “dois mil e dezessete“ que “Ser a primeira transsexual primaverense a ocupar um cargo público e poder utilizar meu nome social, mostrar que sou capaz de coordenar qualquer órgão profissionalmente, independente da minha orientação sexual / identidade de gênero, procuro neste meio apenas respeito, pela forma que como me visto e espero que todos me vejam como como sou, uma mulher!”.

Quando identificamos a homofobia como uma forma de se sentir superior, causando “medo“, “insegurança” e “ódio” a terceiros, percebemos algumas vezes que o agressor sente ou passa por tais problemas e para se sentirem libertos ou acolhidos tendem a cometer tais atos.

As brincadeiras com a “comunidade LGBTQ+ “ (Lésbicas; Gays; Bissexuais; Transsexuais/ Travestis; Queer e mais), além de serem homofóbicas são machistas, sendo algumas delas as palavras “mulherzinhas”, “fracote”, “bicha” e etc. Uma frase muito dita pela população aos gays é “vira homem”. Se tomarmos/trocarmos de lugar com alguma “minoria” por um único dia, sentiríamos as dores, preocupações, medo e insegurança, e só assim entenderemos o real significado daquilo que a sociedade chama de “homem com H maiúsculo”, pois são tais que ouvem e sabem manter a calma, que apanham mas se levantam sempre forte e que sofrem desde cedo, mas não deixam tais problemas atrapalhar o futuro.

A “comunidade LGBTQ+” tende se assumir aos seus parentes, tornando tal prática um ritual de passagem, onde se libertam de algumas de suas angústias. Porém, as famílias impondo um estilo heteronormativo, provoca mais dores e angústias a esta comunidade.

Além de nos expor sobre nossa orientação e identidade, para nossas famílias, amigos e sociedade de uma forma geral, somos todos estigmatizados dessa forma sempre seremos os “gays” de tais lugares, de tal época e etc. Homofobia não é só o ato de agredir fisicamente ou psicologicamente o outro, mas sim qualquer ato de discriminação.

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