Sábado, 22 de Agosto de 2015, 17h18
Quando a ansiedade é patológica
Quando a ansiedade ultrapassa as barreiras da "normalidade” traz enormes prejuízos à qualidade de vida

Sérgio Antonio Costenaro
Primavera do Leste - MT

 

Ansiedade: a pressa que só atrasa 

A ansiedade faz parte da nossa natureza e quando se encaixa dentro dos parâmetros da normalidade é extremamente benéfica porque nos alerta dos perigos, nos protege e nos impulsiona a enfrentar os obstáculos do dia a dia. Quando, porém, ultrapassa essa “normalidade” traz enormes prejuízos à nossa qualidade de vida, torna-se crônica e acaba preenchendo o nosso dia com preocupação exagerada e tensão, mesmo que haja pouco ou nada para provocá-la.

A Ansiedade é considerada uma doença ou problema emocional, quando ela aparece intensamente nas relações do indivíduo, causando-lhe um significativo sofrimento físico e emocional e prejuízo em seu funcionamento ocupacional (trabalho, atividades cotidianas, família, relacionamentos íntimos e sociais). Quando se chega a esse ponto, é importante que ele procure por um psicólogo ou psiquiatra para realizar um diagnóstico correto de sua ansiedade.

Ansiedade Patológica

Quando há intenso sofrimento emocional e prejuízos na dinâmica de vida atual do indivíduo, a ansiedade pode configurar-se em um Transtorno de Ansiedade, que inclui: Fobias (medo de pessoas, coisas ou situações específicas, tais como: eventos sociais, pessoas, alturas, elevadores, insetos, voar de avião, entre outros);  Síndrome do Pânico (sentimentos intensos de ansiedade, nos quais as pessoas, muito frequentemente, sentem estar prestes a morrer ou a enlouquecer); Transtorno de Estresse Pós-Traumático (lembranças repetitivas de traumas terríveis com altos níveis de sofrimento); Transtorno Obsessivo-Compulsivo (pensar e fazer coisas repetidamente) e Transtorno da Ansiedade Generalizada (uma mistura de preocupações e sintomas de ansiedade experimentados a maior parte do tempo).

Pessoas com Transtorno de Ansiedade não conseguem evitar as suas preocupações, embora percebam que sua ansiedade é mais intensa do que a situação demanda. Racionalmente, sabem que é ilógica, no entanto, nada (argumentos, evidências) consegue fazê-las evitar o sofrimento. Tome como exemplo uma pessoa que tenha pânico de elevador. O engenheiro que o projetou pode detalhar todos os cálculos que comprovam a redundância de segurança, mostrar estatísticas e comprovar para ela subindo e descendo do elevador. A pessoa até se convence racionalmente de que se trata de algo seguro, mas basta colocar o pé no elevador que já sente todos os sintomas do pânico. Isso acontece por uma razão muito simples: a ansiedade não está localizada no córtex racional, mas nas áreas mais profundas do cérebro – e essas áreas prevalecem sobre o córtex. 

Onde tudo começa

Acontecimentos importantes da vida podem contribuir para o surgimento da ansiedade, principalmente quando os indivíduos enfrentam experiências difíceis e aversivas no cotidiano. Crescer em um ambiente caótico e inconstante pode levar uma pessoa a concluir que o mundo e as pessoas são contínua e constantemente perigosos. Desta forma, tornam-se mais ansiosas. 

 


Fonte: Clique F5
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