politica /

Quarta-feira, 06 de Dezembro de 2017, 20h:10

A | A | A

PMDB bate o martelo e confirma punição a deputado que não apoiar reforma

Executiva nacional da legenda ratificou decisão da bancada peemedebista na Câmara; partido se torna o primeiro a fechar questão quanto ao tema


Imagem de Capa
Executiva nacional do PMDB ratificou decisão da bancada em fechar questão sobre reforma da Previdência
Divulgação/PMDB
Executiva nacional do PMDB ratificou decisão da bancada em fechar questão sobre reforma da Previdência

A executiva nacional do PMDB ratificou nesta quarta-feira (6) a  decisão da bancada do partido na Câmara dos Deputados em fechar questão em relação à votação da reforma da Previdência – que ainda não tem data para acontecer. Isso significa que o peemedebista que não seguir a orientação do partido e votar contra a proposta poderá receber punição.

Com a decisão, o PMDB se tornou o primeiro partido a firmar um posicionamento unitário pela aprovação da reforma da Previdência , projeto considerado fundamental pelo Planalto para o equilíbrio das contas do governo. O partido possui 60 deputados no exercício do mandato, contingente que pode ser determinante para a aprovação da proposta, que precisa de ao menos 308 votos favoráveis.

"O PMDB espera que outros partidos possam seguir a mesma posição. É importante PMDB puxar cordão dos partidos que tem responsabilidade com o futuro", afirmou o presidente nacional da agremiação, senador Romero Jucá (RR). "Passada a votação na Câmara, o Senado vota a reforma em fevereiro de 2018", assegurou Jucá, que é o líder do governo no Senado.

A legenda ainda não divulgou os detalhes do fechamento de questão. Em ocasiões anteriores, como na  votação para barrar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, a cúpula do partido determinou que os 'infiéis' seriam punidos com a suspensão temporária de suas funções partidárias. Isso implica no impedimento do deputado em participar de comissões na Câmara, e de exercer atividades na bancada do partido e nos diretórios da agremiação.

Na defesa de Temer, o conselho de ética peemedebista também já  decidiu expulsar a senadora Kátia Abreu dos quadros da legenda. Ex-ministra e aliada de Dilma Rousseff, Kátia vinha fazendo reiteradas críticas contra o presidente Temer.

A reforma que parou

O pacote de alterações nas regras para o acesso à aposentadoria ainda não tem data para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados. O texto da reforma está pronto para ir à votação desde maio, mas teve sua tramitação interrompida por conta do surgimento das denúncias contra o presidente Temer.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem reconhecido que não agendou a votação até agora pois o governo ainda não possui os votos suficientes para aprovar o projeto. 

Na manhã desta quarta-feira, o presidente Temer (PMDB) se reuniu com líderes da base aliada e ministros para contabilizar os votos já garantidos a favor da reforma da Previdência. As previsões mais otimistas, no entanto, davam conta de 290 votos – número ainda abaixo dos 308 necessários.

Leia também: Relator defende que assembleias podem vetar prisões, mas STF adia decisão

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!