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Quinta-feira, 20 de Abril de 2017, 14h:10

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Nova lei sancionada por Temer institui o Dia Nacional do Perdão

Celebração será no dia 30 de agosto; assunto viralizou nas redes sociais e internautas 'não perdoaram': "com tanta impunidade, isso é demais pra mim"


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Sanção da lei que institui o Dia Nacional do Perdão aconteceu nesta quarta-feira, pelo presidente Michel Temer
Marcelo Camargo/ABr
Sanção da lei que institui o Dia Nacional do Perdão aconteceu nesta quarta-feira, pelo presidente Michel Temer

Chega de rancor no Brasil. Isso porque, nesta quinta-feira (20), o Diário Oficial da União publicou uma lei sancionada pelo presidente da República Michel Temer (PMDB), que institui que, a partir deste ano, o dia 30 de agosto será celebrado como o Dia Nacional do Perdão. 

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O projeto de lei foi aprovado em abril de 2015 na Câmara dos Deputados e no último dia 28 no Senado Federal. A sanção de Temer aconteceu nesta quarta-feira (19).

A notícia fez o termo "perdão" ser um dos mais comentados na manhã desta quinta nas redes sociais, amanhecendo entre os Trending Topics (TTs) do Twitter.

"Desculpa, mas vai se f*. Com tanta impunidade, criar o dia do perdão é demais para mim", escreveu um internauta. "Todas as cagadas têm que ser perdoadas no dia do perdão, gente. Bora meter o louco", publicou outra.

Homenagem a criança assassinada

O que nem todo mundo discutiu foi o motivo para a criação dessa data. A deputada Keiko Ota (PSB-SP), autora do texto, escolheu a data em alusão ao dia da morte de seu filho, Ives Ota, sequestrado e assassinato aos 8 anos.

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Na justificativa para o PLC 31/2015, Keiko afirma que o objetivo é propor uma reflexão sobre o tema, além de ressaltar a luta de diversos movimentos sociais e parentes por justiça. Ela e o marido, Masataka Ota, fundaram, em 1997, o Movimento Paz e Justiça Ives Ota.

“Lembro a memória de meu filho, Ives Ota, sequestrado e assassinado brutalmente aos 8 anos. Eu e meu marido, Masataka Ota, perdoamos aqueles que causaram esse mal à minha família”, destacou a deputada.

Ives Ota foi sequestrado em casa, na zona leste de São Paulo, em agosto de 1997. Por ter reconhecido um dos homens, que era policial militar e fazia bico como segurança em uma loja da família, o garoto foi morto na madrugada do dia seguinte. Mesmo depois da execução, o grupo continuou negociando o resgate. Os três envolvidos no caso foram condenados.

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* Com informações da Agência Brasil.

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