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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017, 13h:10

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Ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa defende a renúncia 'imediata' de Temer

Para o ex-ministro do Supremo, brasileiros só têm uma opção a partir das delações dos donos da JBS: "ir para as ruas e reivindicar" a saída de Temer


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Frente às delações dos donos da JBS, Joaquim Barbosa incentivou a mobilização popular em busca da queda de Temer
Fellipe Sampaio/SCO/STF - 1.7.2014
Frente às delações dos donos da JBS, Joaquim Barbosa incentivou a mobilização popular em busca da queda de Temer

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa disse que "não há outra saída" e que o caminho para os brasileiros agora é a mobilização em busca da renúncia imediata do presidente da República Michel Temer (PMDB).

Leia também: STF divulga conversa entre Michel Temer e Joesley Batista; ouça

A declaração de Joaquim Barbosa acontece um dia após a divulgação da gravação de uma conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, em que o presidente é acusado de dar aval à compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), preso pela Operação Lava Jato.

"Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força a renúncia imediata de Michel Temer ", escreveu Barbosa em uma rede social, no início da manhã desta sexta-feira (19).

O ex-ministro do STF aproveitou a ocasião para fazer uma crítica à repercussão da gravação, que compõe a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Segundo ele, há quem esteja minimizando a "gravidade dos fatos".

Leia também: Escândalo no Congresso Nacional: afinal, o que acontece se Temer cair?

"Nada aconteceu, não é mesmo? Líderes políticos, empresariais, parte da mídia se incumbiram de minimizar a gravidade dos fatos", publicou ele.

Entenda o caso

Os proprietários da JBS apresentaram à PGR uma gravação na qual Temer endossa o pagamento de uma "mesada" para calar o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB)  e o operador de propinas Lúcio Funaro, ambos presos. Ao saber desta informação, o presidente teria solicitado que a prática não parasse: "Tem que manter isso".

No depoimento aos procuradores, Joesley revelou que a ordem da mesada na cadeia não partiu de Temer, mas que o presidente tinha total conhecimento de toda a operação.

Outra informação que atinge diretamente o presidente é a de que Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem de confiança de Temer e ex-assessor especial da Presidência, teria recebido R$ 500 mil de propina para cuidar de uma pendência da J&F, holding que controla a JBS. A pendência, no caso, seria a disputa entre a Petrobras e a J&F sobre o preço do gás fornecido pela estatal para a termelétrica EPE.

Ao ser indagado por Joesley sobre quem poderia ajudar a resolver esta situação a seu favor, Temer teria apenas respondido para falar "com o Rodrigo". A pendência foi resolvida mediante um pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, tempo que duraria o acordo com a EPE. Apenas a primeira parcela de R$ 500 mil teria sido paga.

O conteúdo das delações foi homologado pelo STF nesta quinta-feira e deve vir ao público ainda nesta sexta . Joaquim Barbosa, por sua vez, deixou o Supremo em junho de 2014, após passar mais de dez anos como ministro do STF

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