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Quinta-feira, 06 de Dezembro de 2018, 09h:35

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Operação contra lavagem de dinheiro e jogo do bicho mira escola de samba do Rio

Reprodução/TV Globo Operação contra jogo do bicho e lavagem de dinheiro tem como alvo principal a Acadêmicos do Grande Rio Agentes da Polícia...


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Operação contra jogo do bicho e lavagem de dinheiro tem como alvo principal a Acadêmicos do Grande Rio
Reprodução/TV Globo
Operação contra jogo do bicho e lavagem de dinheiro tem como alvo principal a Acadêmicos do Grande Rio

Agentes da Polícia Civil estão cumprindo, desde as primeiras horas desta quinta-feria (6), 11 mandados de busca e apreensão em uma operação que apura a prática de lavagem de dinheiro e a exploração ilegal de apostas, com o jogo do bicho, no Rio de Janeiro. 

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Os principais alvos da operação policial são membros da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. As investigações são feitas pelos agentes da Cívil, junto a integrantes do Ministério Público do Rio de Janeiro. Atualmente, o jogo do bicho é considerado, não só contravenção, mas um crime de formação de quadrilha. 

De acordo com as informações passadas pela Polícia Civil, os alvos da operação são o presidente de honra da Grande Rio , Antônio Jaider Soares da Silva, e mais quatro suspeitos, Leandro Jaider Soares da Silva, Dagoberto Alves Lourenço, Paulo Henrique Melo Rufino e Yuri Reis Soares.

Além dos mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em Duque de Caxias, a polícia determinou também o bloqueio e sequestro de bens dos investigados. No total, o valor afetado pelo bloqueio é de R$ 20 milhões.

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Parte das buscas feitas pelas equipes acontece na quadra da escola de samba , também em Duque de Caxias, e no seu barracão, na Cidade do Samba, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

A investigação policial constatou a existência de várias operações financeiras suspeitas superiores a R$ 100 mil em dinheiro envolvendo os indiciados. Também foi identificada uma série de operações imobiliárias para comportar a lavagem de dinheiro. 

Tais operações vinham "configurando a prática da lavagem de capitais com a prática da mescla de ativos ilícitos com atividades econômicas exercidas pelos investigados, além de dissimulação de propriedade de imóveis por meio de pessoas interpostas [laranjas] e de instituições financeiras para dissimular a movimentação, origem e propriedade de recursos ilícitos", diz a nota da Polícia Civil.

Segundo as investigações, Antônio Jaider é apontado como chefe da organização criminosa, sendo responsável por controlar a exploração de jogos de azar em Duque de Caxias. Ele também figura como sócio de empresas ao lado do filho, Yuri Soares Reis, e do sobrinho, Leandro Jaider Soares da Silva.

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Os dois são investigados como braços operacionais da quadrilha na operação de lavagem de capitais e no controle financeiro da organização. Dagoberto Alves Lourenço é citado como homem de confiança de Antônio e Leandro Jaider.

Segundo a Polícia, seria de Dagoberto a responsabilidade pelas operações nas contas bancárias relacionadas às empresas e à escola de samba. Paulo Henrique Melo Rufino é apontado como laranja do grupo e responsável pela lavagem de capitais das contravenções penais de jogo do bicho e jogo de azar.

* Com informações da Agência Brasil.

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