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Terça-feira, 10 de Outubro de 2017, 14h:03

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Servidores temem atraso salarial para aprovação de PEC na AL-MT

Fórum Sindical pretende "invadir" Legislativo para evitar votação de projeto


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FOLHA MAX

Representantes do Fórum Sindical, que congrega várias categorias do funcionalismo público em Mato Grosso, denunciam que eventual atraso de salário dos servidores tem como objetivo forçar a Assembleia Legislativa a aprovar a PEC do Teto dos Gastos Públicos no Estado. A proposta está prevista para ser votada nesta terça-feira pela Assembleia Legislativa.

Até o momento, o Governo do Estado não confirmou o pagamento dos servidores públicos. Apenas aposentados e pensionistas tiveram o pagamento confirmado nesta terça-feira (10), data limite para pagamento dos salários.

Segundo o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento, a “manobra” utilizada pelo governo Taques tem sido a de “plantar terrorismo para colher facilidades”.  Segundo ele, as estratégias do atual governo estadual são conhecidas pelo movimento sindical. “Essa não é a primeira ameaça que vivenciamos. E, a considerar o perfil dos políticos de Mato Grosso, não será a última”, afirma Lopes.

Para o sindicalista, o perfil tático do governo Taques já é conhecido e esperado. “A sociedade têm enfrentado os mecanismos nada democráticos utilizados na atual gestão, que se baseiam na tese de que os fins justificam os meios”, disse. 

Apresentando o papel democrático da gestão, o governador Pedro Taques apresentou a   PEC do Congelamento dos Investimentos Públicos, aos empresários e ao setor agropecuário de Mato Grosso, um dia antes de ser votada pelos parlamentares.  E conforme noticiado oficialmente, foi aprovada e aplaudida pelo segmento empresarial, que será poupado de colaborar com os cortes de gastos, já que as isenções e renúncias fiscais concedidas pelo governo não serão afetadas pelo projeto de cortes de recursos.

PROTESTOS

Os servidores públicos programam uma grande manifestação na tarde desta terça-feira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O objetivo é pressionar os deputados estaduais a rejeitarem a proposta apresentada pelo executivo.

 

Na quarta-feira, uma marcha será realizada pelo Centro Político Administrativo. Ainda está previsto, ao longo da semana, discussões sobre uma eventual "greve geral" no funcionalismo público. 

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