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Quinta-feira, 06 de Dezembro de 2018, 09h:44

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MBL amplia protesto contra Lewandowski com projeção gigante na fachada do STF

Divulgação/MBL MBL projetou mensagem "O STF é uma vergonha" na fachada do Supremo; associações reclamaram "O STF é uma vergonha". A frase que...


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MBL projetou mensagem
Divulgação/MBL
MBL projetou mensagem "O STF é uma vergonha" na fachada do Supremo; associações reclamaram

"O STF é uma vergonha". A frase que motivou a detenção do advogado Cristiano Caiado de Acioli após voo ao lado do ministro Ricardo Lewandowski , nesta semana, virou mote de uma campanha endossada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) contra o autoritarismo.

Integrantes do MBL usaram projeções de luzes para ampliar o protesto de Acioli em plena fachada do Supremo Tribunal Federal. "A gente não vai se calar por causa de uma carteirada. Vamos combater esse autoritarismo no Supremo", disse um dos apoiadores do grupo. "O povo brasileiro vai lutar contra qualquer tipo de censura. Não vai ser na base da carteirada que eles vão impedir nossa liberdade de expressão", corroborou outro.

Camiseta contra Lewandowski
Divulgação/MBL
Camiseta contra Lewandowski

A revolta contra Ricardo Lewandowski, responsável por pedir a prisão do advogado que manifestou sua insatisfação durante voo de São Paulo a Brasília na última terça-feira (4), virou até camiseta. A vestimenta é comercializada ao preço de R$ 50. 

Embora tenha ganhado simpatia de muitos internautas, o protesto do Movimento Brasil Livre não agradou a todos. Diversas entidades representativas de juízes, dentre elas a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), assinaram carta pública em repúdio ao protesto em frente ao prédio do Supremo.

"O Supremo Tribunal Federal é a instituição garantidora das liberdades democráticas e do Estado de Direito e só aos irresponsáveis aproveita ou interessa a deterioração de sua autoridade e a sua deslegitimação social", diz o texto, que pede ainda "moderação no emprego do direito de crítica, sempre com a perspectiva da reflexão, não da injúria".

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, enviou ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal  cobrando a investigação do episódio envolvendo seu colega de Corte e o advogado em avião.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo , Lewandowski justificou a ameaça de prisão ao advogado que chamou o Supremo de "vergonha" alegando que "se sentiu na obrigação de defender a honra do STF".

Já o advogado Cristiano Caiado de Acioli disse em entrevista ao site do MBL que não se arrepende de sua atitude. E repetiu que sente vergonha do STF.

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Protesto do MBL em frente ao Supremo:


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