Internacional /

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019, 17h:55

A | A | A

Maduro ataca oposição em posse e diz que Venezuela é 'profundamente democrática'

Divulgação Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela; novo governo vai até 2025 Nicolás Maduro tomou posse...


Imagem de Capa
Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela; novo governo vai até 2025
Divulgação
Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela; novo governo vai até 2025

Nicolás Maduro tomou posse nesta quinta-feira (10) para seu segundo mandato na presidência do país, que vai até 2025. A cerimônia foi realizada na sede do Tribunal Supremo de Justiça em Caracas, uma vez que a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, não reconhece a vitória do político na eleição realizada no ano passado – que teve abstenção superior a 50% e foi rodeada por denúncias de fraudes e de uso do aparato estatal a favor de Maduro.

Em seu discurso, Nicolás Maduro criticou opositores e autoridades internacionais que também não reconhecem a legitimidade de seu regime. Esse é o caso do próprio Brasil, que não enviou nenhum representante oficial para a cerimônia. A única brasileira presente ao evento foi a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann .

De acordo com Maduro, há um esforço internacional para "principiar processo de desestabilização" na Venezuela, o que seria resultado da atuação da direita do país, que teria contaminado "toda a região". O chavista incluiu nessa crítica o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PSL), taxado como "fascista" por Maduro.

O presidente venezuelano disse que "governos satélites" dos Estados Unidos colocaram sua posse no "centro de uma guerra mundial", ressaltando que a Venezuela surge como uma nação que está "arriscando criar um novo mundo".

Segundo Maduro, há "manipulação" contra a memória e ideologias de seu antecessor no cargo, Hugo Chavez (1954 - 2013). "Não há um só país onde não haja uma campanha persistente, diária, permanente, de 20 anos de manipulação contra o comandante Chavez e este humilde trabalhador", disse Maduro, referindo-se a si próprio.

O presidenve venezuelano reafirmou ainda a legitimidade de sua reeleição, que, segundo ele, ocorreu com vitória "olhos nos olhos" de seus adversários, e prometeu tomar as "rédeas da pátria", respeitando a democracia.

"Cumpri com a Constituição, meu juramento foi retificado e, a partir de hoje, assumo a presidência para, democraticamente, tomar as rédeas de nosso país em direção a um destino melhor", declarou. "Nós, na Venezuela , defendemo-nos da manipulação, das mentiras midiáticas e das emboscadas. [...] A Venezuela é um país profundamente democrático", enfatizou.

OEA contesta legitimidade do governo Nicolás Maduro

Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela; novo governo vai até 2025
Divulgação/Twitter - @NicolasMaduro
Nicolás Maduro tomou posse em 10 de janeiro para segundo mandato na Venezuela; novo governo vai até 2025

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou, também nesta quinta-feira, uma declaração conjunta na qual diz que não reconhece a legitimidade do novo mandato do presidente reeleito da Venezuela, Nicolás Maduro. A iniciativa ocorreu logo após a posse de Maduro, em Caracas. O mandato presidencial é de seis anos, no período de 2019 a 2025.

“Saudamos o compromisso dos países das Américas reconhecendo como ilegítimo o regime de Nocolás Maduro. O povo da Venezuela não está sozinho, seguimos trabalhando para recuperar a democracia, os direitos e as liberdades de todos”, afirmou o secretário-geral da OEA, Luís Almagro, via sua conta pessoal no Twitter.

O Conselho Permanente da OEA se reuniu hoje extraordinariamente para discutir a situação de Maduro e da Venezuela. A declaração foi aprovada com 19 votos a favor, 6 contrários, 8 abstenções e 1 ausência. O Brasil votou favoravelmente à medida. Ao lado da Venezuela ficaram Bolívia e Nicarágua, entre outros países.

No começo do mês, o Grupo de Lima, formado por 14 países, inclusive o Brasil, aprovou manifestação semelhante, na qual recomenda Maduro transmita o poder para a Assembleia Nacional, que assumirá o compromisso de promover novas eleições.

Maduro foi eleito ano passado e houve uma abstenção avaliada em torno de 60%. A oposição, que comanda a Assembleia Nacional da Venezuela, levantou dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral na época.

*Com informações da Agência Brasil

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
Você é a favor ou contra a revitalização das Avenidas de Primavera?
A favor.
Contra.
Não tenho opinião formada sobre o assunto.