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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017, 15h:10

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Projetos de Wagner mudam ‘guard rails’ para evitar tragédias

O “Retrato da Segurança Viária no Brasil” revelou que o trânsito matou 477 mil pessoas em 12 anos. Os motociclistas acidentados somaram 119.846


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Dep. Wagner Ramos (Foto: Marcos Lopes/ALMT)

O mais recente relatório sobre o trânsito brasileiro colocou, praticamente, por terra a expectativa de uma reversão dos índices de acidentes que vêm se mantendo preocupantes em Mato Grosso. Lançado em 2011 pela ONU – a Organização das Nações Unidas – e adotado pelo Brasil, o Plano Global para a Década de Ação Destinada à Segurança Rodoviária 2011-2020 criou expectativas favoráveis. Além disso, se tornou a maior referência no país em matéria de combate aos acidentes de trânsito.

Entretanto, aos poucos, as estatísticas passaram a revelar cenários sombrios e cada vez mais graves, no país e em Mato Grosso, envolvendo as motocicletas. Por exemplo, a terceira edição do relatório nacional “Retrato da Segurança Viária”, desenvolvido pela Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) revelou que o trânsito brasileiro já matou 477 mil pessoas entre 2003 e 2014. Também mostrou quase quatro vezes maior o total de feridos entre motociclistas: de 31.073 para 119.846.

Pior do que isso, também nos 12 anos analisados pelo estudo, os acidentes com motos passaram a ser a principal causa de morte no trânsito, subindo de 19% para 37% do total de vítimas fatais. No Centro Oeste, o resultado foi de 4.725 mortes (aumento de 2,7%) e o índice na região, apresentou taxa de 31 mortes em cada grupo de 100 mil habitantes, considerada elevada.

Esse conjunto de dados chamou a atenção do deputado Wagner Ramos (PSD), principalmente após o Detran de Mato Grosso anunciar que, até o fim da manhã do último dia 11, tinham sido registradas mais de 586 mil motocicletas e 205 mil motonetas. Diante desse quadro, o parlamentar apresentou à Assembleia Legislativa os Projetos de Lei 160 e 161/2017.

O primeiro determina adequação de todos os “guard rails” (grades ou muretas de proteção) em uso no Estado e os que vierem a ser instalados às margens de rodovias, estradas e vias públicas ou privadas. Eles deverão receber as lâminas de “defensa” instaladas a partir de cinco centímetros do solo, se estendendo até a altura necessária estipulada pela Norma Rodoviária DNER-ES 144/85. Já o PL 161 obriga as concessionárias responsáveis pela aplicação de sinalizações horizontais nas estradas de Mato Grosso a retirar todas as que não estão em uso.

Wagner disse, ainda, que existem inúmeros casos registrados, no país, de motociclistas que perderam o controle de suas motos e o que era para ser apenas uma queda simples acaba em tragédia por causa do atual modelo dos guard-rails. E complementou: “Enlarguecendo a lâmina de defensa, iniciando a cinco centímetros do chão, evitaremos que pessoas, principalmente motociclistas, sejam lançadas nos pilares e tenham seus corpos dilacerados”.



Fonte: AL MT

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