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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017, 15h:01

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Governo de Mato Grosso recebe R$ 178 milhões para investimentos

Os acordos com os governos da Alemanha e do Reino Unido foram assinados na manhã desta terça-feira (14.11), em Bonn, durante a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Clima


O Estado de Mato Grosso recebeu R$ 178 milhões para investimentos no combate ao desmatamento, reflorestamento e ações de apoio à agricultura familiar e comunidades tradicionais. O recurso vem do banco estatal alemão KFW e foi formalizado nesta quarta-feira (14.11), na COP 23, realizada em Bonn, Alemanha.

O contrato foi assinado pelo governador Pedro Taques e o vice-governador Carlos Favaro, secretário de Estadual de Meio Ambiente, durante o Evento Amazon Bonn, que reuniu governadores dos Estados que abrigam a Amazônia, instituições e ONGS ambientalistas debater ações e estratégias para a redução da emissão de carbono.

Foram dois contratos. O primeiro, no valor de 17 milhões de euros, já estava acordado para ser celebrado durante a COP. Durante a conferência, Mato Grosso negociou com o governo do Reino Unido o aumento do aporte financeiro. A ministra do Meio Ambiente daquele país anunciou o investimento de mais 23,9 milhões de libras, totalizando aproximadamente R$ 155 milhões. O recurso será operacionalizado via Funbio. Além de Mato Grosso, o Acre também recebeu 30 milhões de euros.

O dinheiro é um prêmio e o reconhecimento pelo resultado da redução de carbono. Mato Grosso chamou a atenção da comunidade internacional quando apresentou em 2015, na COP 21, em Paris, a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) que tem o objetivo geral de reduzir as emissões de carbono e zerar o desmatamento ilegal até 2020.

O governador Pedro Taques reafirmou perante a comunidade internacional o compromisso do Estado na contribuição na redução da emissão de carbono e lembrou que as metas só serão alcançadas com apoio de parceiros. A estratégia PCI foi criada e é gerida pelo governo do Estado, ONGs ambientalistas e também o setor produtivo do Estado.

“Os desafios são enormes, ainda temos que avançar. Mas estamos aqui reforçando nosso compromisso e já mostrando resultados práticos. Esse recurso que recebemos agora já é um reconhecimento por nossa inciativa. Sabemos da importância de Mato Grosso perante ao mercado mundial da alimentação, somos os maiores produtores de grãos do Brasil e podemos produzir ainda mais, mas sem ampliar a área aberta, apenas com tecnologia. E o setor produtivo, assim como as ONGs ambientalistas, estão conosco nesse projeto, que não é do governo ou de uma gestão, mas do Estado de Mato Grosso”.

O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen, falou sobre a importância de o Brasil alcançar as metas estabelecidas no acordo de Paris. Junto com a Alemanha e o Reino Unido, a Noruega é um dos grandes apoiadores da compensação financeira aos países que estão trabalhando pela redução de carbono. “Sem o Brasil, não conseguiremos alcançar os resultados do acordo de Paris de reduzir as emissões. É uma tarefa difícil, mas há o compromisso e a responsabilidade dos governos. Nessa jornada, a Noruega será um parceiro fiel rumo a essas metas”.

Mato Grosso tem contribuído com o mundo ao preservar suas florestas, pois tem 63% da sua área preservada. Nos últimos três anos, houve um incremento no investimento para as ações de fiscalização contra o desmatamento. Em um esforço concentrado, o setor de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) atuou mais de 280 mil hectares por desmatamento ilegal, com um total de R$ 380 milhões em multa aplicadas. Esse trabalho já refletiu na queda do desmatamento em 16% no ano passado e nova queda este ano de mais de 10%, conforme último levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nos últimos 10 anos, o estado conseguiu reduzir mais de 80%, saindo de uma média de desmatamento que era de 5.714 km², entre 2001 e 2010, para 1.216,66 km² em 2016.

Para o secretário Carlos Fávaro, hoje é um dia histórico para Mato Grosso, pois significa o reconhecimento internacional de que a política pública de conservação ambiental e inclusão social está funcionando. “Com esses recursos, que devem aportar já em janeiro do próximo ano, o Estado por meio da plataforma PCI vai investir em projetos que já existem e que visam a inclusão social de mato-grossenses em situação de vulnerabilidade, por meio da Setas e da Secretaria de Agricultura Familiar, também vamos investir em políticas voltadas aos povos indígenas e quilombolas”.

A escolha do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) se deu por se tratar de uma alternativa mais viável, eficiente e célere, a partir de uma análise criteriosa da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que acompanhou todo processo de negociação com o banco KfW. A proposta principal é proporcionar meios de aumento da produção nas cadeias produtivas sustentáveis na agropecuária mato-grossense sem que isso impacte o meio ambiente, ou seja, ocupando áreas já abertas, mas com baixa produtividade e investimentos em tecnologia.

Sobre o REM

O Programa Global REDD Early Movers (REDD para Pioneiros – REM) é desenvolvido pelo governo da Alemanha e tem o objetivo de premiar países ou estados que têm investido na conservação da floresta e na produção sustentável. Os investimentos são atrelados ao bom trabalho do Estado no combate ao desmatamento e à degradação ambiental, o que vai ao encontro da meta de Mato Grosso em zerar o desmatamento ilegal até 2020.



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O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!