PRIMAVERA 30 ANOS /

Terça-feira, 12 de Abril de 2016, 20h:56

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“Me orgulho de Primavera do Leste, neste lugar que me realizei”, disse Mário Crema


Driely Pinotti

Natural de Bilac, em São Paulo, Mário Crema mudou-se para Primavera do Leste em 1982, quatro anos antes da emancipação política-administrativa. Ele veio acompanhado de Cláudio Zanoni. Em sociedade, adquiriram uma propriedade rural na região do Itaquerê, hoje desmembrada em Fazenda Peabiru, de propriedade de Mario Crema e Fazenda Zanoni.

“Quando cheguei em Primavera, havia o posto  e hotel Barril, mercado Santo Antônio, Varejão do Takashi e escritório de Yoiti Tabata, que comercializava arroz. No entanto, eu conhecia a região do leste mato-grossense, porque em 1980 eu tive a sorte de vir, profissionalmente, atender clientes interessados em comprar propriedades rurais, mas não cheguei a vir ao núcleo de Primavera”, afirmou Crema. 

“Participei desde o início da história de Primavera do Leste e tenho muito orgulho em dizer que o nosso município, além de ser um dos maiores em rendimentos é um dos mais bonitos do Estado”, disse o primeiro advogado a atuar na cidade, Mário Crema, que também se destaca como produtor rural.

Ele diz se sentir vangloriado em ver a evolução do município. “Participei da 1ª comissão para a emancipação política-administrativa, mas não estive a frente de todo o processo, por não concordar com a forma da divisão territorial estipuladas por lideranças políticas de Poxoréo, pois áreas próximas a Toca do Jacaré e localizadas na rodovia Ricardo Daltrozo não pertenceriam a Primavera”, relatou Mario Crema. 

Ele ainda afirmou que a história política de Primavera do Leste tem sido contruída por bons administradores. “Desde o primeiro prefeito até os dias atuais, sempre tivemos excelentes gestores, que realizaram ações boas, pois o município colaborava para isso, e a receita era satisfatória para que todos pudessem ser bem sucedidos”, enfatizou o advogado.

É por este aspecto que, na visão do pioneiro, os moradores de Primavera do Leste têm orgulho em dizer que reside aqui. “Todo primaverense fala com orgulho pelas encostas deste Brasil, que mora em uma cidade com um projeto arquitetônico lindo e que propociona qualidade de vida. Por este motivo, temos muito a agradecer ao idealizador, Edgard Cosentino, por ter elaborado um projeto que até hoje é exemplo de modernidade”, considera. 

Além de participar do início da história de Primavera do Leste e ser destaque no meio jurídico, como primeiro advogado Mário Crema  também participou do primeiro júri e da implantação da Comarca. “Comecei atuando como advogado, quando ainda nem existia Delegacia. O delegado de Poxóreu, Nabor, na época, era quem atendia as ocorrências da região. As pessoas que cometiam delitos eram encaminhadas para a antiga Cadeia de Poxóreu, pois Primavera, nesta época, ainda era distrito. Neste período atuei inúmeras vezes como defensor de júris e em todos, posso falar com certeza que não fui remunerado”, relatou Mário Crema. 

 

COMARCA DE PRIMAVERA DO LESTE

 

“Por ocasião da instalação da Comarca, houveram várias reuniões com a participação de advogados e lideranças políticas, as quais eram feitas em Primavera e no Tribunal de Justiça do Estado, em Cuiabá. O Estado não instalava a comarca porque não havia recursos para isso, e não poderia instalar em prédios alugados. Em reunião com o prefeito Érico Piana, em 1989, surgiu a ideia de fazer um empréstimo para adquirir um prédio onde o Fórum poderia ser instalado. Com a ajuda do Sr. Valmir de Sousa, que era gerente da Sadia, empresa instalada em nossa cidade e grande compradora de soja, foi feito um empréstimo em meu nome e adquirido um prédio no Bairro Castelândia, onde o Fórum continua localizado. Este era de propriedade do Sr. Martim Afonso e foi transferido para o Tribunal de Justiça. Tal empréstimo foi pago pela Prefeitura de Primavera do Leste, através do prefeito Érico”, lembra.

O primeiro júri de Primavera do Leste, que contou com a participação de Mário Crema, foi realizado na Câmara de Vereadores, em um prédio alugado na Avenida Porto Alegre. Isto porque não havia sala com espaço suficiente no Fórum. “Continuei fazendo diversos júris da Comarca, pois anos posteriores é que chegaram outros colegas, que também trabalhavam nessa área”. 

 

PRODUTOR RURAL 

 

Mário Crema, nesses 37 anos de Primavera do Leste, se detaca como produtor rural, sendo que sempre abraçou as causas e atuou em defesa da categoria, em diversas reuniões na Famato, quando ela ainda era localizada na Avenida Getúlio Vargas, próximo ao restaurante Choppão, em Cuiabá.

“Mas o meu maior orgulho é a minha família,  com prazer eu falo que tive a felicidade de ter uma esposa companheira, que sempre esteve ao meu lado, juntamente com os meus filhos, primeiramente, o querido e saudoso Eloimar, já falecido, minha filha Sônia e o esposo Francisco e companheiro Mário César, que segurou a bandeira do escritório de advocacia, que  há mais de 30 anos é  reconhecido por muitos, como um dos mais conceituados do Estado de Mato Grosso. Sou um homem realizado, pois todos os dias  recebo abraços e beijos dos meus filhos, genros, netos - diretos e indiretos - e bisnetos. Foi em Primavera do Leste que Deus me abençoou”, frisou Mário Crema,  que ainda enfatizou que sua paixão são os bisnetos: Gustavo, Théo, Benjamin, Maria Eduarda, Olívia, Isabela, Melissa e a Valentina, a qual, ele aguarda a chegada ansioso. 

 

HISTÓRICO DE MARIO CREMA 

 

Paulita, Mário Crema e a esposa Dona Eloir P. Crema, antes de vir para Primavera do Leste moraravam em  Engenheiro Beltrão/PR, no ano 1958, onde nasceram os três filhos Sônia, Mário César e Eloimar. Em 1965, passaram a residir em Peabiru. No local, ele foi comerciante, agricultor e empresário exportador de café em grãos. 

“Até 1968 trabalhei com o ramo cafeeiro, mas pelas circunstâncias econômicas do país tive que desfazer de todos os meus bens, a fim de liquidar os débitos contraídos”, contou. 

Preocupado com o futuro da família, decidiu buscar uma nova profissão. Cursou Direito na Faculdade Alto Paulista, de Tupã, formando-se em 1976. 

“Alcancei grande êxito profissional, e com modéstia posso dizer que fui considerado um dos melhores tribunos do Paraná”, destacou o advogado. 

 

POLÍTICA

“No ano de 1994, fui candidato a deputado estadual pela sigla PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), onde obtive mais de 50% dos votos da comarca. Em 2002, fui candidato a deputado federal pelo partido PMN (Partido da Mobilização Nacional), ficando como quarto suplente, obtendo também mais de 5 mil votos em Primavera”.

 

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